quinta-feira, 20 de novembro de 2008

20 DE NOVEMBRO, DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA-VALEU MESMO ZUMBI!!!

Valeu Zumbi, o grito forte dos Palmares, que correu terras, céus e mares, influenciando a abolição..."

Olá gente, quem não se lembra de um dos desfiles mais fascinantes da história do nosso carnaval, Vila Isabel, campeoníssima de 1988. Pois é o dia da Consciência Negra é hoje, justamente porque há 313 anos foi assassinado o Zumbi ou Zambi dos Palmares, em 20 de novembro de 1695. Esse verdadeiro herói afro-brasileiro se tornou um mito, sou fã dele e quero compartilhar sua história com vocês. Então boa leitura e reflexão.

O quilombo era loccal de resistência a escravidão e abrigavam escravos fugitivos, o mais famoso deles foi Palmares, na serra da barriga, entre os atuais estados de Alagoas e Pernambuco.
Criado no final de 1590 a partir de um pequeno refúgio de escravos, Palmares se fortificou.
Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade.
Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras, chegando a reunir quase 30 mil pessoas.
Em Pernambuco falava-se, sobretudo, de Palmares.
Ninguém sabia certo onde ficava. Era lá nas montanhas, na parte superior do rio São Francisco, mata fechada, inacessível.
Diziam que precisava dias e mais dias para se chegar até esse lugar. Mas ninguém duvidava de que Palmares existisse de verdade.
Não eram apenas histórias. Palmares havia surgido no final do século 16, quando os primeiros negros ali se refugiaram. Desde então, o mito de Palmares não havia feito outra coisa senão crescer e crescer.
Era a meta dos que buscavam liberdade, negros, índios e inclusive brancos. Havia lugar para todos. Independente do mito, o quilombo de Palmares representou uma estrutura alternativa à sociedade colonial.
Os negros viviam da agricultura, por sinal, mais avançada que a da colônia. O mundo escravocrata só conhecia a produção de açúcar. Em Palmares plantavam-se milho, mandioca, feijão, cana, legumes, batatas, frutas.
Palmares tinha leis que regulamentavam a vida das pessoas, algumas, inclusive, bastante rígidas. Roubo, adultério, deserção ou homicídio eram punidos com a morte. As funções sociais estavam definidas.
A autoridade era reconhecida por todos. As decisões mais importantes eram tomadas em assembléias, da qual participavam todos os habitantes adultos. Mais do que isso. Palmares não era apenas uma cidade. Chegou a ser uma rede de cidades. Na metade do século 17, contava onze povoados. Macaco, na Serra da Barriga, era a capital.
Era preciso esmagar Palmares, custasse o que custasse. A Coroa já tinha dado essa ordem em diferentes ocasiões.
Havia, ainda, a questão do mito, que incomodava mais que qualquer coisa. Nos engenhos e senzalas, Palmares era sinônimo de Terra Prometida e esse mito punha em xeque os interesses coloniais.
Destruir Palmares não era tarefa fácil, os Mucambos eram verdadeiras fortificações jamais vistas na colônia (levando a comparação com a cidade de Tróia da antiguidade).
As montanhas pareciam intransponíveis. E o que as montanhas não faziam ficava por conta dos negros e de suas estratégias militares.
Transformou-se num estado autônomo, resistiu aos ataques holandeses, luso-brasileiros e bandeirantes paulistas, e foi totalmente destruído em 1716.
O mocambo do macaco era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares.
Alguns anos após a sua fundação, o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Nesse ano, 1655, um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente a Antônio Melo, um padre da vila de Recife.O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia.
Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo.Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Por isso, quando completou 15 anos, o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares.
Após caminhar cerca de 132 quilômetros, o garoto chegou à Serra da Barriga. Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Com os conhecimentos repassados pelo padre, Zumbi logo superou seus irmãos em inteligência e coragem.
Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje.Com a queda do rei Ganga Zumba, morto após acreditar num pacto de paz com os senhores de engenho, Zumbi assumiu o posto de rei e levou a luta pela liberdade até o final de seus dias. Com o extermínio do Quilombo dos Palmares pela expedição comandada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694, Zumbi fugiu junto a outros sobreviventes do massacre para a Serra de Dois Irmãos, então terra de Pernambuco.
De 1596 a 1716, ano da destruição de seu último reduto, os palmarinos suportaram investidas de 66 expedições militares e atacaram 31 vezes. E em toda essa luta, avulta a figura do grande líder Zumbi.
Contudo, em 20 de novembro de 1695, com 40 anos de idade, Zumbi foi traído por um de seus principais comandantes, Antônio Soares, que trocou sua liberdade pela revelação do esconderijo. Zumbi foi então capturado e torturado .
Jorge Velho matou o rei Zumbi e o decapitou, levando sua cabeça até a praça do Carmo, na cidade de Recife, onde ficou exposta por anos seguidos até sua completa decomposição.“Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”.
Seja qual for a tradução correta do nome Zumbi, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: Zumbi dos Palmares é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade.
Os anos foram passando, mas o sonho de Zumbi permanece e sua história é contada com orgulho pelos habitantes da região onde o negro-rei pregou a liberdade.

Nesse novembro tivemos o 1º negro presidente dos Estados Unidos e campeão de fórmula 1, quem sabe no Brasil.................................................................................................

Beijão, fui!!!

Um comentário:

Pedro Moreno disse...

Belíssima essa história do rei Zumbi, vc demonstra mesmo que deveria era ser secretário da cultura rsrsrsrsrs.
Até mais