sexta-feira, 17 de abril de 2009

(52) OS SETES PECADOS CAPITAIS.

OLÁ PESSOAL! UMA ESCOLA DE SAMBA DE UMA OUTRA CIDADE ME CONVIDOU PARA ESCREVER O ENREDO PARA O CARNAVAL DO ANO QUE VEM E EU ACEITEI. O TEMA É SOBRE OS SETE PECADOS CAPITAIS, TEMA, ALIÁS, QUE NOSSO SAUDOSO MARCOS ELÍSEO FEZ PARA A ESTRELA D'ALVA NO MEMORÁVEL CARNAVAL DE 1989 SOB O TÍTULO OS SETE DEUSES DE BRONZE, GANHANDO O TÍTULO NAQUELE ANO.
BEM, NO MEIO DA MINHA PESQUISA, EU ENCONTREI UM CONTO QUE BEM PODIA SERVIR DE INTRODUÇÃO, MAS RESOLVI POSTAR NO BLOG PARA NOSSA REFLEXÃO.
ENTÃO BOA LEITURA A TODOS E ATÉ MAIS!



Certo dia, um casal, ao chegar em casa, se assustou com pessoas dentro da casa, pensaram que eram ladrões, mas como estavam festivos, resolveram entrar.
Um homem forte e musculoso os recebeu e disse:
“Calma gente, somos velhos conhecidos e estamos em toda parte do mundo”.
“Mas quem são vocês? Indagou a mulher”.
“Fazemos parte das suas vidas e hoje vocês terão a chance de retirar um de nós da vida de vocês para sempre”.
"Muito prazer, eu sou a preguiça “.
“Mas como você é a preguiça sendo um homem forte e másculo?”
“A preguiça tem de ser forte para pesar sobre os ombros dos preguiçosos e não permitir que cheguem ao sucesso e sejam vencedores”.
Uma velha feia, enrugada e encurvada se aproxima e diz:
“Eu, meus filhos, sou a luxúria”.
O homem perplexo, perguntou:
“Mas como, com essa aparência você não atrai ninguém?”
“Não há feiúra para a luxuria, ademais sou velha porque existo há milênios, já destruí muitas famílias, já perverti muita gente, inclusive crianças e levo a doença e a morte para todos. Sou astuta e posso me disfarçar na mais bela mulher ou no mais belo homem”.
Um mal cheiroso homem, vestindo maltrapilhos que mais parecia um mendigo, diz:
“Eu sou a cobiça e sou tão velho quanto a luxúria. Por mim muitos já mataram, abandonaram suas pátrias, já destruíram cidades e fizeram muitas guerras. Tenho essa aparência de mendigo porque por melhor que me apresente, nunca estou satisfeito e sempre quero para mim o que não me pertence”.
“ Eu sou a gula, diz uma linda mulher com corpo com forma e contornos harmoniosos”
Os donos da casa se assustam e a mulher diz:
“ Eu sempre imaginei que a gula fosse gorda?”
Numa gargalhada a gula responde:
“Isso é o que vocês pensam, se fosse gorda não atrairia ninguém, por isso tenho de ser bela, para atrair os desavisados. Sou bela e discreta e quem tem a mim não se apercebe, mostro-me sempre pronta a ajudar”,
Em um canto, um senhor também velho, mas com semblante sereno, voz doce e movimentos suaves diz:
“Eu sou a Ira, alguns me conhecem como cólera. Tenho muitos milênios também, não sou homem e nem mulher assim como todos os que estão aqui”.
“Ira? Parece mais o vovô que todos gostariam de ter! Exclama a dona da casa”.
“Sim, e a maioria me tem. Matam com crueldade, destroem civilizações, provocam brigas horríveis quando me aproximo. Sou capaz de eliminar qualquer sentimento diferente de mim, posso estar em qualquer lugar e entrar nas mais protegidas casas. Mostro-me calmo e sereno para mostrar que a Ira pode estar aparentemente calma. Posso também provocar nas pessoas que me tem, contido ou manifestado, males como úlceras e diversos tipos de cânceres”.
“Eu sou a inveja”, diz uma jovem bonita, com coroa de brilhantes na cabeça e roupas de tecido finíssimo. “Acompanho as pessoas desde a aparição do homem na terra”.
“Como inveja? Aparenta ser linda e rica e ter tudo que quer?” Indaga a dona da casa.
“Existem muitas pessoas que são ricas, poderosas,lindas e as que não são nada disso, mas eu estou entre todos, porque os invejosos querem o que não tem e o que eles não tem é a felicidade e amor próprio”. A felicidade depende do amor por si mesmo e aos outros e isso é o que mais carece na humanidade. As pessoas não dão amor porque não tem amor por elas próprias. Onde eu estou presente há morte e sofrimento, pois a minha irmã gêmea é a tristeza “.
Enquanto os visitantes se explicavam, uma criança de aproximadamente seis a sete anos, bonita, olhar vívido brincava pela casa, sorridente, com a aparente inocência típica dos pequenos.
“E você garoto, o que faz com esses que são a personificação do mal?” Pergunta o dono da casa.
O garoto responde com um largo sorriso e um olhar profundo:
“Eu sou o orgulho, alguns me chamam de vaidade”.
“Que brincadeira é essa, você é apenas uma inocente criança”.
O semblante do garoto mudou, e com voz séria e firme ele respondeu:
“O orgulho é assim mesmo, parece como uma criança, inocente e inofensiva, mas não se enganem, sou tão destrutivo quanto todos os outros aqui”.
A preguiça interrompe a conversa e diz:
“Fim de papo, agora vocês devem escolher um de nós para sair definitivamente da vida de vocês e queremos uma resposta”.
O homem da casa responde:
“Por favor, nos dêem dez minutos para pensarmos”.
O casal foi para um quarto da casa e lá fizeram várias considerações.
Ao retornarem a gula questiona:
“Então, o que decidiram?”
“Queremos que o orgulho ou vaidade saia das nossas vidas”.
O garoto com olhar fulminante, pois queria ficar ali, se dirige para a saída. Os outros em silêncio começaram a sair juntos também em silêncio.
“Hei, vocês vão embora também?”
O garoto agora com ar severo, fuzilando o casal no olhar e voz forte fala como um experiente orador:
“Escolheram a mim para sair das suas vidas e fizeram a escolha certa”.
“Onde não há orgulho ou vaidade, não existe a preguiça, pois os preguiçosos se orgulham de nada fazer para viver e não percebem que não vivem, apenas vegetam”.
“Onde não há orgulho nem vaidade, não há luxúria, pois os luxuriosos se orgulham de seus corpos e do abuso que cometem com eles, não percebem que não tem prazer e sim são desfrutáveis e insanos “.
“Onde não há orgulho e nem vaidade não há cobiça, pois os cobiçosos se orgulham das migalhas que acumulam nessa vida e invejam a felicidade alheia, não percebendo que são instrumentos do dinheiro”.
“Onde não há orgulho não há gula, pois os gulosos, em todos os sentidos, se orgulham das suas condições, sem perceber que são escravos dos desejos”.
“Onde não orgulho e nem vaidade não há Ira, pois os irados acham que têm facilidade com aqueles que eles julgam não serem perfeitos, não percebendo que na realidade a sua Ira é o resultado de suas próprias imperfeições”.
“Onde não há orgulho e nem vaidade, não há inveja, pois os invejosos sentem o orgulho ferido com o sucesso alheio, seja ele qual for, precisam constantemente superar os demais nas conquistas, não percebendo que na verdade são ferramentas da insegurança”.
Saíram todos sem olhar para trás e, ao baterem a porta, um forte raio de luz invadiu o recinto e desintegrou o casal.
Diz a lenda que viraram ANJOS!
É isso ai gente, e como diz no filme o advogado do diabo, de todos os seres humanos, o mais fácil de ser manipulado pelo mal são os orgulhosos e vaidosos, pois por se sentirem acima do bem e do mal, estão vulneráveis e cegos , peridos no seu pequeno ser.
Um beijão a todos e bom feriadão.
TCHAU...PARDAL...FUI!

11 comentários:

Alexandre Pinho disse...

tinham que virar anjos mesmo, pois hoje em dia com o individualismo e a concorrência, desponta nas pessoas todos os 7 pecados em maior ou menor grau. Estamos em evoluição mental e espiritual, mas estamos longe de tirar o orgulho e todos os outros pecados capitais de dentroo de nós. devemos pelo menos deixá-los mais quietops e menos intensos.
Amei essa postagem e sei que você vai arrasar no enredo, aliás, como tudo que escreve e põe a mão, estamos com saudades de você amigo, sei do excelente trabalho que está fazendo na câmara, porém, nosso amigo anda meio longe, rsrsrsrs, mais entendo.
bom feriado para você também.

Clodoaldo disse...

hehehehehe, que coincidência amigo, esse é meu sonho de enredo para o carnaval, inclusive minha proposta para a agremiação ... aki, do bairro rsrsrsrsrssr ... Acho q o tema abala a AVENIDA DO SAMBA!!!
Abçs e boa sorte ... se aceitou o desafiooo rsrsrs

Cidinha do Olaria disse...

Que tal uma pitada de criatividade e coragem, em levar para a avenida os 7 pecados capitais existentes na administração Paulo Neme "uma administração para a amudança, como ele mesmo se gaba".
Seria divertido ver ilustrado na avenida, todos os secretarios e adjuntos, foram assessores e funcionarios, travestidos dos 7 pecados, e alguns outros pecados, muito mais pesados, pois esse povo não para so nesses 7 pecadinhos leves. Tem muita coisa suja embaixo do manto de lord ganesha.
Pois como voce diz: "de todos os seres humanos, o mais fácil de ser manipulado pelo mal são os orgulhosos e vaidosos, pois por se sentirem acima do bem e do mal, estão vulneráveis e cegos , perdidos no seu pequeno ser.
Que Deus salves os Lorenenses...Amém

Fé e Esperança disse...

Mafú, mto bom o texto... mas parece que tem gente que comentou sem ler por inteiro! Gostaria de repetir o final do seu texto pra quem não leu...

“Onde não há orgulho e nem vaidade não há Ira, pois os irados acham que têm facilidade com aqueles que eles julgam não serem perfeitos, não percebendo que na realidade a sua Ira é o resultado de suas próprias imperfeições”.

“Onde não há orgulho e nem vaidade, não há inveja, pois os invejosos sentem o orgulho ferido com o sucesso alheio, seja ele qual for, precisam constantemente superar os demais nas conquistas, não percebendo que na verdade são ferramentas da insegurança”...

Que Deus nos permita ser melhores para que possamos antes de apontar os erros alheios corrigir os nossos!

Excelente seu texto como sempre!

Diego silva disse...

Esse ai de cima, o tal "Fé e Esperança", pelo jeito ficou zangado com os comentários sobre a tal administração para a mudança, procurei saber quem ele era e descobri que ele também compõe o time de Paulo Neme.
Aprenda uma coisa senhor "Fé" e "Esperança", que o povo estando cansado de coisas erradas, como estão aqui em Lorena, e usa os meios que tem para protestar é um direito, estando ou não linkado ao assunto ou não.
Alias "Fé e Esperança" é algo que o povo de Lorena esta precisando para suportar os demandos dessa administração, sem um comando central que seria o prefeito.
Outra coisa, pelo jeito o senhor e nem nosso respeitavel prefeito, não anda pela cidade, já percebeu como a cidade das palmeiras imperiais esta suja, cheia de mato, e o asfalto se desfazendo?
A própria porta da casa do nobre vereador Mafú esta assim, será que aqui impera a máxima de que "casa de ferreiro espeto de pau"?
Fui eleitor do ser Paulo Neme, e não gostaria de me arrepender disso, Já que o nobre Fé e esperança é um dos assessores dele deveria apontar onde os trabalhos da prefeitura poderia se concentrar. Criticas fazem bem aos que gostam de crescer...
Esteja aberto a elas.

Fé e Esperança disse...

Caro Diego, o tal " Fé e Esperança" sou eu... Meu nome é Luis Otávio Cardoso! Tem razão sou da equipe Paulo Neme, ou melhor, sou daqueles que lutam por nossa cidade, sou assessor juridico do gabinete do Prefeito. Trabalho com ele desde janeiro de 2005 e me orgulho disso. Trabalhei no Esporte, na Infância e Juventude e desde 2007 no Gabinete.Isto esclarecido, quero deixar claro que não fiquei zangado, apenas achei que a Cidnha foi muito desrespeitosa.
Com relação ao seu comentário menos de 24h depois dele a questão da rua já está solucionada!
Qto a sua frase sobre as criticas tenho uma que aprecio mais:
"Do desapontamento surgem os grandes críticos, nem sempre os melhores!"
Mas de qq forma saiba que como defensor do estado democrático acredito que todos possam se manifestar mas ninguém tem o direito de usar a democracia para cometer crimes de injuria, calúnia ou difamação...

conexao-politica disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
conexao-politica disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
conexao-politica disse...

Bom já que os comentarios do artigo postado pelo mafu, virou pro lado político: venho entrar em cena para deixar o meu comentario tbm... não pra botar fogo deixo isso pra nosso amigo messias... mais chanttily urgente, porque a pimenta tá ardida.

vivemos numa democracia,minha gente, todo mundo tem o diretiro de acreditar em suas apostas,ou criticar as apostas alheias "mesmo que isso, nem sempre, seja correto".

Mais se existe um oitavo pecado capital esse é a 'ingenuidade" de acreditar que seja possivel atingir a perfeição, principalmente ao que diz respeito a administração pública.

cidinha,boa analise, mais eu preferiria nunca ver esse desfile, principalmente como fato histórico daqui a alguns anos, retratando as "mazelas" lorenenses.

Diego, entendo que vc acha que o tata não pode e nem deve jogar contra seu próprio time, e devemos acreditar que até os 45 dos segundo tempo as coisas podem melhorar, só que no caso da política, sem acrescimos...então é melhor correr.

ao tatá digo, que infelizmente o time do Dr.Paulo ( pelo que eu oço na cidade, não vem agradando mesmo, nem sua torcida) mas eu acredito,embora alguns jogos já tenha sido perdidos - com as novas contratação - esperemos que o time melhore, que novos lances venha pra animar a torcida, e que gerem gols e que de gol em gol, o time consiga vitorias... porque o tempo passa,e quando notarmos o final do campeonato terá se aproximado e tentar uma reação no final, nem sempre é possivel.

mais acredite, não é porque um torcedor critica seu time, sua atuação...ele esta deixando de amá-lo, de torcer por sua vitória... em lorena será a mesma coisa: mesmo que seja em 2012 com técnico, diretoria e um elenco todo diferente.

sem estresse minha gente, acompanhemos os proximos jógos... e torcemos pra vitoria d elorena, pra que seu povo tenha mais alegria no dia a dia...

conexão-politica.

Vavá de Sampa disse...

Fala mano,faz tempo que não entro no blog, mas as discussões parecem meio animadas aqui, se no blog tá assim, imagino na câmara.
Legal o enredo dos 7 pecados, acho que vai ter o mesmo tema aqui em São Paulo ano que vem. E você, quando vai vir pro samba, a galera tá com saudades de você, acho que ainda não foi no novo espaço do consulado da cerveja, tá muito show.
Abraço e bom feriado.

Verusca Brandão disse...

Bom...não poderia deixar de comentar esse conto maravilhoso!!!
Primeiramente, não vamos ser hipócritas. Todos nós nascemos e temos os sete pecados capitais encralacrados no nosso intimo.
Seja ele, o pecado, em maior ou menor grau. O negócio é sabermos trabalhar com eles no nosso dia a dia, para que não afetemos diretamente pessoas que amamos ou não.
O negócio é olharmos para o nosso interior. Assim, seja na política, no congresso, na escola, na família ou em qualquer outro lugar.
Mafu... vc realmente abalou neste conto...!!!