domingo, 17 de abril de 2011

(104) MOÇA BONITA NÃO PAGA MAS TAMBÉM NÃO LEVA! Vereador Mafu pede a redução do ISS dos feirantes da cidade de Lorena

Perde-se no tempo a origem das feiras livres; alguns estudiosos afirmam que em 500 a.C. já havia feiras no Médio Oriente, nomeadamente em Tiro e Sidon. Também eram conhecidas entre os Gregos e Romanos. Mercadores de terras distantes juntavam-se, trazendo os seus produtos para troca por outros. A história da humanidade está repleta de referências às feiras, relacionando-as ao comércio e às festividades religiosas de dias santos, daí deriva a palavra latina feria, que significa dia santo, feriado, que deu origem à palavra portuguesa feira, à espanhola feria e à inglesa fair.
Na Bíblia Cristã, há referência das feiras e até da fúria de Jesus Cristo com os mercadores como coloca São Marcos (11:17) quando diz que: “ ... chegaram a Jerusalém, e, entrando no templo, começou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos vendedores de pombos, e não permitia que se transportasse qualquer objeto através do templo”.
A Europa do século XI saía do feudalismo, no qual as pessoas viviam em territórios limitados, produzindo tudo o que precisavam, sendo que quando algo faltava, conseguiam-no através de trocas.
Durante as Cruzadas, reabriram o caminho pelo mar mediterrâneo e possibilitaram aos europeus um maior contacto com o Oriente, de onde traziam mercadorias raras e exóticas (cravo, canela, pimenta, seda, porcelana), cobiçadas na Europa e, assim, se deu o renascimento comercial e a volta do dinheiro que estava, até então, em desuso. Dessa forma ocorreu o renascimento das cidades (cercadas por muralhas chamadas burgos) e esses produtos eram vendidos nas feiras. Esses comerciantes, iniciando um processo de capitalização, passaram a ser denominados burgueses.
O registro da primeira feira em Portugal data de 1229, tornando-se tradicional em todo o país e trazida por eles desde os primórdios da colonização do Brasil e, aqui, também se transformou em uma tradição em nossas cidades. Em muitos lugares no interior do país elas são o principal e, às vezes, o único local de comércio da população. Muitas vezes elas funcionam também como centros culturais e de lazer.
Com o passar dos anos, o número de feirantes foi aumentando e o poder público interveio com o objetivo de disciplinar, fiscalizar e, é claro, cobrar os impostos.
Eu, particularmente, gosto muito do visual colorido das frutas e barracas das feiras que se misturam com os diversos tipos de sons e cheiros; pessoas circulando de um lado para outro, conversando, escolhendo os produtos, pechinchando e os feirantes chamando atenção para os seus produtos, sempre com a famosa frase “MOÇA BONITA NÃO PAGA, MAS TAMBÉM NÃO LEVA”, onde tudo parece ser uma deliciosa confusão organizada funcionando a tempo e lugar certos.
Como de costume, vou à feira, fazer minhas pechinchas (amo os pacotinhos de um real), comer um delicioso pastel com guaraná caçulinha (não sei quem inventou isso, mas parece que é mais uma tradição na feira, todo mundo come pastel com caçulinha), conversar com as pessoas e os feirantes que são nossos amigos e tem até clientela fixa.
Eles se uniram e me pediram para, através da câmara municipal, pedir ao nosso prefeito, através do setor de tributação, a revisão e redução do ISS (Imposto sobre serviço) que, na maioria dos casos, sofreu um aumento de mais de 100%.
Dessa forma, apresentei na sessão do dia 13 de setembro a moção de apelo nº 308, aprovada por unanimidade de votos, pedindo a reavaliação e redução desse imposto, uma vez que, além do trabalho árduo que começa muito antes do nascer do sol e da grande concorrência dos mercados e super mercados que também oferecem os mesmos produtos, diminuindo a margem de lucro, ficou inconcebível pagar um tributo tão elevado e, alguns, até já desistiram da atividade que é o sustento de muitas famílias, não apenas da nossa cidade, como de cidades vizinhas também. Isso sem contar as condições de trabalho, pois ainda não dispomos de sanitários adequados (outro pedido meu), obrigando-os a pedir nos bares locais para fazer uso. Assim, reforço através dessa coluna, o pedido de redução desse tributo ao nosso executivo que, através de mim, representa o pedido de dezenas de trabalhadores e centenas de pessoas que tem seu sustento nessa honesta, digna e tradicional atividade. E você, minha querida dona de casa, que não tem o costume de ir a feira livre, comece a freqüentar a feira do centro ou do seu bairro, pois além do convívio com as pessoas, você aprenderá a arte da pechincha e de quebra ainda aumenta o ego e melhora a auto-estima com os elogios, pois é um lugar que todos irão te chamar: Moça bonita, moça bonita!



(103)...PELAS PESSOAS QUE JÁ TRABALHARAM TANTO! Vereador Mafu apresenta projeto de lei que estabelece o agendamento de consultas médicas por telefone para idosos e pessoas com deficiência.

Artigo publicado na coluna do Vereador Mafu no jornal Guaypacaré edição de 09 de abril de 2011

Envelhecer é um processo natural, gradativo e contínuo, que começa no nascimento e se prolonga por todas as fases da vida. Não há um momento que defina uma pessoa como idosa, mas devido deixar a força de trabalho aos 65 anos, esta idade é associada como marco dessa fase da vida, embora, devido as questões previdenciárias, estar sendo revista e rediscutida em alguns países, inclusive no Brasil.
À medida em que envelhecemos, nosso corpo sofre alterações notáveis. Frequentemente, os primeiros sinais de envelhecimento envolvem o sistema músculo/esqueleto. O desempenho físico começa a declinar por volta dos 35 anos, mesmo entre os atletas (por isso o jogador de futebol profissional sai de cena próximo a essa idade). Os órgãos do sentido também manifestam sinais prematuros de declínio, como a presbiopia, em que os olhos não conseguem focar objetos a curta distância. É comum a necessidade de óculos bifocais já a partir dos 40 anos.
A maioria das pessoas sofre um aumento de cerca de 30% na proporção de gordura corporal na meia idade. A distribuição da gordura também sofre alterações - menos gordura sob a pele e mais na região abdominal. Isso faz com que a pele se torne mais fina, enrugada e frágil e provoca mudanças no formato do corpo.
A maioria das funções internas também declina com a idade. Ainda assim, a maioria delas permanece em um nível adequado por toda a vida, já que a maioria dos órgãos tem uma capacidade funcional bem superior às necessidades do corpo. São as doenças, mais que o envelhecimento normal, que provocam a perda da função dos órgãos na velhice, como a capacidade renal de eliminar certas drogas, por exemplo.
Muitas pessoas envelhecem de forma saudável, porém, o avançar da idade pode trazer outras consequências indesejadas, como a doença de Alzheimer, que já publiquei por duas vezes nesta coluna devido a sua grande incidência na atualidade, as complicações das quedas em idosos e a gradativa limitação dos movimentos, que os tornam dependentes ou semi-dependentes do auxílio de outras pessoas.
Observando com muito incômodo e inquietação as dificuldades que alguns idosos tem para se locomover (alguns com bengala), ou a preocupação dos cuidadores em deixá-los sós para agendar consulta na Unidade Básica de Saúde no Bairro da Cruz, me questionei sobre o assunto e decidi tentar mudar isso. Assim, apresentei na Câmara Municipal o projeto de Lei nº 30 de 2011 estabelecendo o agendamento de consultas por telefone para as pessoas com 60 anos ou mais e deficientes físicos (por motivos óbvios), já cadastrados na Unidade de Saúde.
Todas as unidades de saúde da cidade de Lorena são informatizadas e tem o cadastro dos pacientes que são atendidos em cada uma, assim, o projeto não causará nenhum gasto adicional para os nossos cofres públicos, precisando apenas passar em segunda discussão na câmara e sanção do prefeito Dr Paulo Neme, para que vire lei e se torne um grande benefício para os nossos idosos e deficientes físicos que irão até as unidades apenas para serem consultadas, trazendo mais comodidade e evitando um cansaço desnecessário, caminhando na direção efetiva para a humanização preconizada pelo SUS.
Com a informatização, também será possível, muito em breve, agendarmos as consultas de especialidades médicas e exames, sem que o paciente precise se deslocar até os ambulatórios de especialidades (Centro de Saúde e antigo INAMPS), pois com as Unidades de Saúde do Município conectadas em rede, um paciente que, por exemplo, seja atendido no Parque das Rodovias e precise de oftalmologista, a própria unidade poderá agendar lá mesmo, só informando ao paciente a data e horário da consulta.
Várias cidades no nosso Vale do Paraíba já trabalham nesse sistema como Guaratinguetá, por exemplo. O investimento não é tão elevado e a satisfação da população é elevadíssima, pois economiza tempo e dinheiro dos munícipes e dá a cidade um ar de estar, de fato, na idade contemporânea.
Espero com esse projeto de agendamento de consultas para idosos e deficientes físicos facilitar e muito a vida desse segmento da nossa população e espero também que esse seja o primeiro passo no caminho para eliminarmos as filas pelas consultas médicas, tão sonhadas na cidade de Lorena, estendendo esse benefício, em breve, para todas as pessoas de todas as idades.

E o combate a Dengue não pode parar: críticas, sugestões e denúncias:
comissaodenguelorena@hotmail.com

(102) O ASSASSINATO DA DEMOCRACIA E A "HARMONIA " DOS TRÊS PODERES. Artigo do Vereador Mafu publicado na edição do dia 27 de março de 2011.

“São poderes da união, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. Art. 2º da Constituição da República Federativa do Brasil".

Um sistema eleitoral é o conjunto de regras que cada país adota para interpretar os votos computados. Atualmente no Brasil adota-se o sistema proporcional com lista aberta, podendo os eleitores escolher votar em um candidato ou em um partido (voto na legenda), isso nas eleições para deputados (estaduais, federais ou distritais) e vereadores. Para eleição de presidente, governador, senador e prefeito no Brasil é usado o sistema majoritário.
Por 9 votos a 7, a adoção de listas fechadas no sistema eleitoral brasileiro foi aprovada pela Comissão de Reforma Política do Senado, na terça-feira, 29 de março, para as eleições proporcionais dos deputados federais, estaduais e vereadores. Isso significa que, se aprovada nos plenários da Câmara Federal e Senado, os eleitores vão passar a votar nos partidos políticos, e não mais nos candidatos.
A proposta prevê a elaboração pelos partidos de uma lista com os seus candidatos indicados que ocuparão as vagas no legislativo que já terá os nomes definidos em convenção partidária na maioria dos casos. O número de eleitos dependerá da quantidade de votos recebidos por cada legenda.
As críticas vão à direção de que as listas podem favorecer candidatos com maior trânsito no partido, ou mesmo aqueles com maior influência política.
Nesse sistema proporcional com lista fechada, o eleitor vota no partido. Com isso, o eleitor que vota em determinado partido expressa seu apoio a essa lista, mas não pode alterá-la e nem demonstrar qual é o candidato de sua preferência, ou seja, o eleitor não terá sua vontade respeitada. Para muitos cientistas políticos esse sistema representa uma anti democracia e enfraquece ainda mais o legislativo.
A função de legislar traduz, através de leis, o sentimento social para ordenar um fato ocorrido em sociedade, que tenha elevado valor e que traga uma mudança social que necessita de normatização.
Para o cientista político Ricardo Costa de Oliveira da Universidade Federal do Paraná, situações como a decisão sobre a lei da ficha limpa, que deveria ser decidida pelo legislativo e não pelo Supremo Tribunal Federal apontam para uma falta de protagonismo da casa de leis federal, replicando e tornando as câmaras e assembléias como poderes apenas homologatórios dos Executivos. A judicialização da política também é comum nos municípios, como é o nosso caso na decisão da presidência da câmara, cuja decisão está nas mãos do poder judiciário.
Já para o cientista político Mário Sérgio Lepre, da PUC-PR, esses fatos ocorrem devido o Brasil ser um país ainda com baixa tradição democrática. “Nossas instituições democráticas não foram criadas na luta política. O Brasil sempre teve a luta política vinculada ao Estado: primeiro se ocupa o Estado e só depois se vai para a sociedade”, critica. “É claro que é importante os tribunais estabelecerem diretrizes, mas, ao interferir na política, a Justiça retira vigor do que deveria ser questão da sociedade.” Ele ainda exemplifica o caso da eleição para prefeito de Londrina em 2008. Dois dias depois de vencer a disputa em segundo turno, Antonio Belinati (PP), que concorreu sub judice, teve o registro cassado pelo TSE. Dessa forma, teve de ser realizado um terceiro turno, que acabou vencido pelo atual prefeito, Barbosa Neto (PDT). “Ficou a impressão de que houve uma interferência indevida no que deveria ser a luta eleitoral.”
Outra crítica também é na pauta ética: Apesar de assegurado na constituição federal, até que ponto é ético o Presidente da República, nosso maior Poder Executivo indicar os 11 Ministros do Supremo Tribunal Federal, nosso maior Poder Judiciário, avaliados e aprovados depois de sabatinados pelo Senado Federal, nosso maior Poder Legislativo?
Essas e outras questões ainda instigam os especialistas no assunto e a todos nós que vivemos sob a égide do Estado de Direito... E que a vontade do povo nas eleições de 2012 seja decidida nas urnas e não nos tribunais!

Referências:
1- Moraes, A. de, Constituição Federal Interpretada, 2ª ed., 2003. Revista Jus Vigilantibus-29 de março de 2011.
2- Castro, M. F. de; O Supremo Tribunal federal e a Judicialização da Política; http://www.anpocs.org.br, 28 de março de 2011.
3- Watanabe, K.; Política Pública do Poder Judiciário Nacional para tratamento adequado dos conflitos de interesses; http://www.tj.sp.gov.br
4- Garcia; E. L; Fraqueza do legislativo faz com que Judiciário interfira na política; http://www.gazetadopovo.com.br-2011.

(101) LORENA SUSTENTÁVEL. Artigo do Vereador Mafu publicado no jornal guaypacaré na edição do dia 02 de abril de 2011.

Terremotos seguidos de Tsunamis, e como se isso não fosse o suficiente, vazamento nuclear ameaçador, não só para o Japão, mas para todo o globo.

Enchentes em todo o país, com catástrofes como a da região serrana e a do sul, enchentes no Estado de São Paulo e em nossa cidade. Com tanta água assim é até difícil acreditar que ela um dia faltará! Em 22 de março de 1992, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou o dia mundial da água, para que nesse dia em especial, se discutam as questões que envolvem nosso bem mais precioso.

Neste ano, a campanha da fraternidade estará abordando o tema Fraternidade e a vida no planeta. A igreja está sempre na luta pelas causas que envolvem o meio ambiente na tentativa de ajudar na conscientização ambiental. Sem dúvidas é uma grande força de valor inestimável!

No dinâmico cenário mundial de todos os dias, recebemos a visita do Presidente americano Barack Obama. Parece até uma visita informal, como aquelas que fazemos na casa dos nossos amigos. Com todas as crises, de todas as ordens pelas quais o mundo atravessa, os Estados Unidos se negam a discutir a diminuição de poluentes e outros itens constantes das discussões ambientais, não assinaram o tratado de Kioto e quando percebem uma oportunidade única para capitalizarem e darem um impulso para suas empresas, as visitas acontecem. Não é segredo para ninguém que, com o pré-sal, o Brasil ficou interessantíssimo para as grandes corporações mundiais e nacionais, além de que se transformará num grande canteiro de obras com a copa de 2014 e as olimpíadas de 2016. Certamente, todos querem uma boa fatia do bolo, mas será que a sustentabilidade e a preservação ambiental também estarão nos projetos?

Não dá mais para fecharmos os olhos diante de tantos cenários apocalípticos e fazermos de desentendidos diante de interesses ocultos. Se não podemos mudar o mundo, então temos de tentar melhorar o nosso pequeno mundo, nossa cidade de Lorena, congregando todos os segmentos sociais na construção de uma política de crescimento com sustentabilidade para a nossa cidade nos próximos anos.

Na próxima sessão de câmara estarei apresentando um requerimento solicitando a atualização e rediscussão do nosso plano diretor e estou certo que o Executivo atenderá, realizando fóruns na cidade para traçarmos estratégias nas questões como as enchentes, queimadas, abastecimento de água, esgoto tratado, preservação da nossa fauna e flora, aumento do número de árvores e parques na cidade, protegendo nossos mananciais e nascentes. Por uma Lorena com crescimento sustentável, esse é o lema!

O combate contra a Dengue continua. Fale conosco comissaodenguelorena@hotmail.com



domingo, 27 de março de 2011

(100) Epidemia de Dengue é realidade em Lorena. Comissão permanente de combate a Dengue inicia ações de combate e prevenção

MATÉRIA PUBLICADA NA ED~IÇÃO DO DIA 19 DE MARÇO NO JORNAL GUAYPACARÉ E ATUALIZADA PARA O BLOG.

Com mais de 1000 casos confirmados, Lorena já é considerada cidade com Epidemia de Dengue pela Secretaria Estadual de Saúde.

Por não se tratar apenas de um problema de saúde e sim de informação, conscientização, educação que envolve toda a sociedade, após uma reunião entre diversos profissionais de diversas secretarias municipais e imprensa, foi criada na secretaria de governo da prefeitura municipal de Lorena, uma comissão Permanente de Combate a Dengue, cujo objetivo principal é sensibilizar, conscientizar e mobilizar toda a sociedade lorenense no sentido de apoiar as ações da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde no que se refere à conscientização de modo geral.

Assim, foram estabelecidas ações em curto prazo e, como será uma comissão permanente, essas mesmas ações se estenderão durante todo o ano para tentarmos evitar uma epidemia futura.

O ponto de partida foi a passeata do dia 22 de março e, a partir dela, as ações consistirão em palestras e mobilizações como descritos a seguir:

1- INDÚSTRIA SEM DENGUE-Já enviamos a ACIAL um convite para que todas as indústrias da cidade sejam parceiras da nossa comissão de combate à dengue, o que representa uma ação imediata nas instalações das mesmas, além de palestras e ações com os funcionários, tornando-os agentes voluntários, inclusive com controle posterior do trabalho efetuado.

2-CORREIO CONTRA A DENGUE- Efetuar uma parceria entre a prefeitura e os correios, possibilitando a chegada de material especifico em todas as residências de Lorena.

3- EVENTOS – As passeatas de sensibilização e lazer de conscientização aos domingos no CSU.

4-AGENTE MIRIM CONTRA A DENGUE-O objetivo é transformar os alunos da rede pública em um verdadeiro exército contra o mosquito, hoje temos 20 agentes, podemos passar facilmente a uma média de 8.000 garotos e garotas em um trabalho paralelo, motivados pela secretaria de educação e orientados pela saúde, com projeto próprio e orientação aos pais.

5-COMÉRCIO CONTRA A DENGUE - Uma parceria muito importante, principalmente com os supermercados e comércio central: Será um intenso trabalho, com distribuição de panfletos, usando camisetas da campanha, enfim, vestindo essa idéia e passando para as mãos dos clientes a importância da conscientização deste combate.

6-IGREJAS CONTRA A DENGUE- Já encaminhamos pedido ao Nosso Bispo Dom Beni para o envolvimento das igrejas e paróquias da cidade no sentido de falarem no assunto nas missas, bem como às diversas igrejas evangélicas para que os pastores nos ajudem também.

7- ESTUDANTES CONTRA A DENGUE- Encaminhamos os pedidos para a Unisal, Fatea e Faenquil-USP para que os professores coloquem o assunto em pauta e também aos respectivos presidentes dos centros acadêmicos para divulgarem ao nosso imenso número de estudantes e os tornarem multiplicadores.

8-IMOBILIARIAS CONTRA A DENGUE- Uma reunião também será realizada com esses profissionais para que os agentes possam visitar casas fechadas para venda ou aluguel.

9-IMPRENSA CONTRA A DENGUE- Estamos pedindo espaços e apoio total para os nossos veículos de comunicação (como o Jornal Guaypacaré) de forma que toda a população entenda as dificuldades do momento e colabore para que possamos extinguir essa epidemia.

10-PREFEITURA CONTRA A DENGUE - Estamos envolvendo todos os funcionários no combate a dengue, inclusive os de empresas terceirizadas.

Agradecemos também ao apoio dos vereadores da Câmara Municipal de Lorena, aos grupos das redes sociais como os lorenenses na net do facebook, a mocidade de Lorena, a rede Lucy Montoro em Lorena, Comman e outros pelo apoio e sugestões.

Para quem quiser colaborar com sugestões, críticas e denúncias de criadouros do mosquito da Dengue nosso e mail é: comissaodenguelorena@hotmail.com

Com toda a sociedade unida e mobilizada com certeza venceremos esse mal!



quinta-feira, 3 de março de 2011

(99) “Adote uma praça”, “homenagem a Dona Dita da Ponte e Ir Raquel Retz” e “Retorno imediato dos dentistas aos postos de saúde”, são algumas proposituras apresentadas pelo Vereador Mafu e aprovadas na Câmara Municipal nesse início de ano.


Essa matéria foi publicada no jornal guaypacaré, edição de 26 de fevereiro de 2011. Vale a pena conferir.

Depois de mais de 100 casos confirmados de Dengue na cidade de Lorena e de diversas matérias nessa coluna reforçando meus pedidos de limpeza e mutirões, prevendo essa epidemia desde 2009, quando as armadilhas para o Aedes aegipty registraram a presença das larvas desse mosquito; resolvi falar de outras proposituras minhas, para que os leitores não pensem que só falo de lixões, dengue e buracos...
Vivemos em uma época que as parcerias público-privadas (PPPs) fazem uma grande diferença nas administrações públicas, quer sejam municipais, estaduais ou federais, como já publiquei nesse espaço, quando discorri sobre um requerimento apresentado na câmara, ainda em 2009, sobre a possibilidade de uma PPP viabilizar a construção de uma nova rodoviária em Lorena, às margens da Dutra, como é o sonho dos Lorenenses.
Na sessão do dia 21 de fevereiro, foi aprovado um projeto de minha autoria denominado “Adote uma praça”, que estabelece a adoção pela iniciativa privada das praças da cidade, cuidando da sua manutenção e dando o direito dessa empresa fazer sua propaganda, com minis out-doors (1 m²), pois hoje já temos essas propagandas pela cidade sem esse benefício para a administração e, conseqüentemente, para a população. Agora isso já será possível e evitará a grande poluição visual de muitas propagandas ao mesmo tempo, além de devolver a limpeza e beleza como a da nossa praça Arnolfo Azevedo, do Conde, Mário Covas no Bairro da Cruz (que tanto pedi por revitalização nesse espaço), entre outras. Para que essa iniciativa seja colocada em prática, agora só falta a aprovação do executivo municipal.
Também, conforme já anunciado nesse jornal e segundo o Secretário de Governo, engenheiro Célio Melilo, dentro em breve será iniciado a construção do Centro de Especialidades Odontológicas tipo I na Unidade de Saúde do Bairro da Cruz, conforme aprovação federal do projeto para a cidade, elaborado pelo coordenador de Saúde Bucal do município, Dr Eglaudio Mascarenhas e com a verba para construção de 70 mil reais enviada pela Deputada Rita Passos a meu pedido. Apresentei também na Câmara Municipal e foi aprovado por unanimidade de votos o nome da Srª Benedicta de Almeida Costa, a conhecidíssima Dona Dita da Ponte, para ser o nome desta nova unidade de saúde da cidade, um reconhecimento justíssimo para uma das personalidades que mais contribuíram, juntamente de toda a sua família, para o crescimento e desenvolvimento do Bairro da Cruz e adjacências. Dona Dita da Ponte foi chamada por Deus no dia 04 de outubro de 2008.
Foi aprovado por unanimidade de votos a moção de aplausos para a Ir Raquel de Godoy Retz por assumir a direção educacional do Instituto Santa Tereza, pela sua competência e dedicação ao ensino e por, em tão pouco tempo na nossa cidade (veio para Lorena em 2004), ter feito a diferença na nossa educação, fato sentido pelos nossos profissionais da área, quando da sua saída como secretária adjunta de educação, onde trabalhou por pouco tempo junto ao Pe. Pedro Cunha, sendo a saída de ambos uma perda incomensurável para a nossa educação municipal.
Finalmente, e com igual votação unânime, a moção de apelo que apresentei, pedindo ao nosso prefeito municipal o retorno, o mais rapidamente possível, dos nossos dentistas, conforme solicitado por dezenas de moradores, tanto para as Unidades de Saúde da Família dos bairros Jd Novo Horizonte, Pq. das Rodovias, Horto florestal e Santa Rita, Ponte Nova, Cabelinha, Olaria, Vila dos Comerciários, Santo Antonio quanto para as Unidades Básicas de Saúde da Cecap, Cidade Industrial e Vila Nunes, pois nessas unidades esses profissionais desenvolviam atividades de atenção básica em saúde bucal tais como: avaliação, escovação assistida e fluoretação das crianças matriculadas na nossa rede de ensino fundamental e procedimentos como extração, obituração, limpeza, prevenção do câncer de boca, entre outros, nas outras faixas etárias.
Por não termos dentistas nas escolas municipais, eram esses profissionais os responsáveis pela prevenção e avaliação da saúde bucal dos nossos alunos e, segundo informações, com a saída deles desde o ano passado, ficou apenas uma profissional para realizar esse trabalho com os nossos 10 mil alunos!
Estudos afirmam que para cada um real gasto em prevenção na saúde pública, economizamos de sete a dez reais com a recuperação e reabilitação, sendo assim, o gasto com a folha desses profissionais é mais que justificado, levando-se em conta o custo-benefício. O inverso também é verdadeiro, pois se não investimos na prevenção, a recuperação e reabilitação saem muito caro aos cofres públicos, como podemos constatar com o gasto que estamos tendo com a Dengue. A saúde começa pela boca e a administração pública tem de zelar pelo maior patrimônio de uma cidade que é a saúde de sua gente e das suas futuras gerações.

Foto1- mosquito da Dengue
foto 2- Praça Mário Covas
Foto 3- Vereador Mafu e Deputada Estadual Rita Passos (PV)

(98) CARNELEVARIUM - UMA VISÃO GLOBAL E OUTRA LOCAL

No sábado de carnaval do ano passado publiquei essa matéria, onde já alertava para a necessidade da criação de uma política especílica para o carnaval,  já prevendo as dificuldades da realização da festas nos anos seguintes. Assim aconteceu, esse ano não teremos carnaval em Lorena e, ao menos que criemos o conselho municipal de carnaval, projeto de lei de minha autoria, para organizar e discutir a regulamentação, financiamento e fiscalização das subvenções, o carnaval em Lorena correrá sério risco de acabar.

Acredita-se que as origens do carnaval tenham se dado ainda na pré-história, no período neolítico, quando o homem deixou de ser caçador e coletor (período paleolítico) para se tornar pastor e agricultor, fixando-se a terra, vivendo em clãs familiares, de forma sedentária, perto dos rios necessários a sua produção e subsistência. Estudiosos afirmam que já no Egito antigo, cerca de 4000 anos a.c, as pessoas comemoravam as boas colheitas, pintando o corpo, dançando, cantando em volta de fogueiras e usando máscaras em agradecimento a deusa Ísis e ao deus Ápis. Por volta de 605 a.c, os gregos comemoravam também as fartas colheitas, bebendo vinho em louvor ao deus Dionísio, ritual agregado pelos romanos que por volta do ano 180 a.c, também festejavam em louvor ao deus Saturno (deus da agricultura) e Baco (deus do vinho), com orgias e escândalos denominados Bacanais, sendo proibido pelo Senado Romano.
O termo carnaval é de origem incerta, embora seja encontrado já no latim medieval, como carnem levare ou carnelevarium, palavra dos séculos XI e XII, que significava a véspera da quarta-feira de cinzas, isto é, a hora em que começava a abstinência da carne durante os quarenta dias nos quais, no passado, os católicos eram proibidos pela igreja de comer carne.
Na renascença, o carnaval surge com outra roupagem com os bailes de máscara em Florença, Paris, Nice, Nápoles e o mais famosos de todos, Veneza.
Com o advento da promulgação pelo Papa Gregório XIII do calendário Gregoriano em 1582, estabeleceram-se as datas do carnaval, sempre antecedidos pelos quarentas dias da quaresma.
No Brasil, país onde ganhou sua maior expressão e popularidade, o carnaval foi introduzido pelos portugueses. O entrudo chegou ao Rio de Janeiro por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Personagens como colombina, pierrô, arlequim e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia. O bumbo do Zé Pereira (português de nascimento) embalava a multidão e é o primeiro instrumento de percussão que influenciou a formação das baterias atuais. Nosso carnaval atual teve influencia de diversos movimentos tais como: A capoeira, o entrudo, os ranchos, os cordões, os blocos de sujo e o corso (desfiles de carros do início do século XX). No final do século XIX e início do século XX, as rodas de samba eram coisas de “vagabundos”, pois eram formadas, principalmente, por negros recém libertados e ainda era uma mistura de chachado, maxixe e polca. Em 1928, Ismael Silva, sambista negro reunido com alguns integrantes dos blocos de sujos existentes no bairro do Estácio, em frente a uma “Escola Normal”, foram abordados pela polícia. Quando os policiais chegaram e foram batendo ele disse: “ DEIXA FALAR, nós também somos uma escola, somos uma ESCOLA DE SAMBA”. Nascia ali as Escolas de Samba e a DEIXA FALAR foi a primeira escola de samba do Brasil (atual Estácio de Sá) no dia 12 de agosto de 1928, desfilando no ano seguinte na praça onze, originando assim o atual desfile das Escolas de Samba, que do Rio se espalhou para o Brasil e hoje é considerado o maior espetáculo da terra e a maior expressão cultural popular do planeta.
Em Lorena, nosso carnaval é muito antigo também e já teve épocas de ouro, sendo considerado, juntamente com Guaratinguetá, o melhor carnaval do Vale do Paraíba. Agremiações antigas como Velha Guarda, Embaixada do sossego, Os lenhadores, entre outros, embalaram os foliões dos idos anos 30 e 40. Agremiações mais recentes como o bloco das Bruxas, Caciques da Vila Hepacaré, Batuqueiros da 21, Flor da Avenida do Bairro da Cruz e escolas como Azulão, Boêmios do MAC e Zebrão, deixaram saudades. Lembro-me da minha primeira matinê no Arcadas (mais conhecido como boliche), clube que existia em frente a Fatea, dos bailes no comercial, hepacaré e o popular no mercadão. Temos a segunda escola de samba mais antiga do Vale do Paraíba, A Estrela D’alva do bairro da Olaria, que completou 60 anos em outubro passado. A Unidos de Nova Lorena e Acadêmicos do São Roque estão entre as mais velhas e tradicionais da Cidade que, juntamente com Portela, Gavião imperial e União São João compõem as Escola do 1º grupo da cidade que ainda tem mais 4 no segundo grupo, além de blocos de enredo e de embalos. Crítica à parte, a verba do carnaval vem do que chamamos verbas carimbadas e não pode ser usada para outros fins. Existe uma mobilização de carnavalescos, políticos e prefeitura para se construir uma política para as festas de momo na cidade. Acredito ser importante um trabalho durante o ano inteiro, para que as agremiações não fiquem tão dependentes da verba e que tenham um espaço para as promoções, porque o carnaval é a maior festa popular também na nossa cidade e, como diz o sambista: “O samba não pode parar”. Bom carnaval a todos nós!

(Fotos:Valéria Fortes) Carnaval 2010 Lorena-Bloco Encantados do BC e do Concurso Destaques em Destaque.