terça-feira, 25 de novembro de 2008

TRABALHO X CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL (QUE NÓ!)

Faz 78 anos que Getúlio Vargas criou o Ministério do Trabalho e Emprego e muita coisa mudou de lá pra cá, é obvio.
O direito dos trabalhadores é lei, embora muitos levem anos e anos tentando receber na justiça o que por lei é seu de direito. As pessoas estudam, fazem curso técnico ou uma faculdade e, na maioria das vezes, não conseguem entrar no mercado de trabalho e, quando conseguem, o salário é desanimador na maioria dos casos, mas como precisam sobreviver, acabam aceitando.
Os Jovens têm dificuldade de entrar no mercado porque não têm experiência, os mais experientes, se já tiverem passado dos 40 anos, têm a mesma dificuldade porque já não são mais o “perfil” que o mercado precisa.
Alguns tentam abrir um negócio, mas a burocracia brasileira emperra tanto...
Outros caem na economia informal e já outros amargam o desemprego mesmo.
Alguns institutos de pesquisa e estatística apontam que o emprego formal cresce no Brasil, que bom, mas ainda existe uma massa de desempregados que ainda estão nas ruas procurando um trabalho.
Hoje, já percebemos muitos deficientes físicos no mercado, acho ótimo, mas teve de ser por força da lei que impõe uma porcentagem para as empresas, do jeito que vai, daqui a pouco deverão haver cotas para jovens e para pessoas acima dos 40 anos, já pensou?
Os concursos públicos são uma boa opção nesse cenário e quem agradece são os donos de cursinhos que andam cada dia mais lotados, ontem mesmo recebi um convite para dar aulas de enfermagem num curso que está montando uma turma para o concurso da aeronáutica (e já está com 3 turmas!).
A onda agora é a da globalização e do neoliberalismo que preconizam a abertura dos mercados, a privatização de estatais e a livre negociação entre patrões e empregados, colocando por terra os direitos adquiridos em anos de luta para assegurar um mínimo de dignidade da classe menos privilegiada-a dos trabalhadores.
É claro que tudo tem os 2 lados, porque no nosso país, a nossa sociedade discute a política neoliberal que os defensores, na maioria empresários, defendem com a alegação que aumentaria os empregos, mas poderia ser a volta do Coronelismo autocrático em detrimento da pouca dignidade que ainda temos.
Aqui em Lorena, muitos defendem a bandeira do crescimento da cidade sob a ótica do desenvolvimento empresarial.
Hoje a cidade já está em condições estruturais mínimas de atrair investimentos, com educação e saúde de boa qualidade, queda dos homicídios e melhora na segurança, uma boa área destinada ao pólo industrial, etc, porém, fico pensando também em todos os problemas inerentes ao crescimento das cidades, principalmente quando ocorre sem planejamento e desordenamento e volto a insistir nas discussões, não só da política e, no caso, das empresas, mas de toda a sociedade no geral.
Realmente temos problemas de ordem social que com o emprego resolveriam, mas emprego para quem?
Será que com a vinda de empresas para a cidade, os nossos desempregados se empregariam?
Sabemos que hoje tudo está automatizado, modernizado e que as empresas querem mão-de-obra qualificada, e daí, chupa essa manga!
Novamente os jovens que estão a procura do 1º emprego e os experientes com mais de 40 anos não se enquadrariam nesse perfil, a cidade receberia pessoas de outros municípios com preparo técnico adequado a essas empresas.
Realmente aconteceria o que alguns querem, a cidade cresceria, mas para onde?
Portanto, acredito na necessidade de novos investimentos e também quero ver a cidade mais pujante, mas, principalmente, quero Lorena pra os Lorenenses, filhos dessa terra e que estão amargando no desemprego ou sub emprego, mas quero um crescimento sustentável e ordenado, aliás, como todos.
A lógica da mão-de-obra tem de seguir a necessidade do mercado e no mundo de políticas neoliberais com padrão de produtos de excelência temos que, lutar sim, para um Crescimento Sustentável na cidade, mas sem tirar os olhos das regras que ditam o mercado, e necessariamente, este olhar tem de passar pela qualificação dos nossos trabalhadores.
Nesse 26 de novembro quando comemoramos a criação do Ministério do Trabalho, vamos refletir e discutir esses novos desafios que a sociedade moderna nos impõem.
Beijos e fui...

domingo, 23 de novembro de 2008

VIVA O COMPUTADOR!

Em 23 de novembro de 1944 Leopoldina Ferreira Paulo doutorou-se em Ciências Biológicas na Universidade do Porto em Portugal com a tese Alguns caracteres morfológicos das mãos dos portugueses, foi a 1ª mulher a se doutorar na história.
Eu estou apanhando para montar a minha qualificação para o mestrado que está marcada para o dia 15 de dezembro, isto porque quase tudo que preciso tem no banco de dados on line e o que não tem, procuro na biblioteca da Universidade de São Paulo (USP) que é show.
Imaginem naquela época você ter de fazer uma tese de doutorado tendo de pesquisar em bibliotecas, e o mais trabalhoso, escrever tudo na máquina de datilografia que há 64 anos não era elétrica, ou seja, se você tivesse escrevendo na última linha e errasse, tinha de começar tudo de novo.
Graças a Deus, consegui entrar no mestrado em Enfermagem Psiquiátrica na USP, o programa tem muitas exigências e não poderia ser diferente, afinal é o dinheiro público que é usado, estou me empenhando muito, mas confesso pra vocês que não é nada fácil, mas estou muito feliz, ainda mais que minha linha de pesquisa é em políticas públicas de saúde em álcool e drogas e no final, quem sabe a gente consiga trazer para Lorena este trabalho financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que é o que quero e a cidade necessita; um serviço de prevenção e recuperação gratuito para as pessoas que, infelismente, caíram no abismo do submundo das drogas.
Sabemos o quanto é necessário este trabalho com certeza conseguiremos mais essa vitória, porém, o melhor de tudo mesmo é a prevenção focando na orientação das nossas crianças e jovens (a maioria dos usuários) para ficarem longe desse problema.
Bem gente, já relaxei um pouco com essa postagem agora vou voltar ao meu trabalho de mestrado, senão nada feito e nada de trabalho.
Quem sabe a gente consiga junto com o trabalho de recuperação e prevenção pelo SUS, construir uma política municipal efetiva para álcool e outras drogas...
E viva Leopoldina Ferreira Paulo, que há 64 anos atrás, colocou a mulher no cenário da produção intelectual, tão importante para a humanidade.
Um beijão a todos e boa semana.
Fui...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

20 DE NOVEMBRO, DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA-VALEU MESMO ZUMBI!!!

Valeu Zumbi, o grito forte dos Palmares, que correu terras, céus e mares, influenciando a abolição..."

Olá gente, quem não se lembra de um dos desfiles mais fascinantes da história do nosso carnaval, Vila Isabel, campeoníssima de 1988. Pois é o dia da Consciência Negra é hoje, justamente porque há 313 anos foi assassinado o Zumbi ou Zambi dos Palmares, em 20 de novembro de 1695. Esse verdadeiro herói afro-brasileiro se tornou um mito, sou fã dele e quero compartilhar sua história com vocês. Então boa leitura e reflexão.

O quilombo era loccal de resistência a escravidão e abrigavam escravos fugitivos, o mais famoso deles foi Palmares, na serra da barriga, entre os atuais estados de Alagoas e Pernambuco.
Criado no final de 1590 a partir de um pequeno refúgio de escravos, Palmares se fortificou.
Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade.
Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras, chegando a reunir quase 30 mil pessoas.
Em Pernambuco falava-se, sobretudo, de Palmares.
Ninguém sabia certo onde ficava. Era lá nas montanhas, na parte superior do rio São Francisco, mata fechada, inacessível.
Diziam que precisava dias e mais dias para se chegar até esse lugar. Mas ninguém duvidava de que Palmares existisse de verdade.
Não eram apenas histórias. Palmares havia surgido no final do século 16, quando os primeiros negros ali se refugiaram. Desde então, o mito de Palmares não havia feito outra coisa senão crescer e crescer.
Era a meta dos que buscavam liberdade, negros, índios e inclusive brancos. Havia lugar para todos. Independente do mito, o quilombo de Palmares representou uma estrutura alternativa à sociedade colonial.
Os negros viviam da agricultura, por sinal, mais avançada que a da colônia. O mundo escravocrata só conhecia a produção de açúcar. Em Palmares plantavam-se milho, mandioca, feijão, cana, legumes, batatas, frutas.
Palmares tinha leis que regulamentavam a vida das pessoas, algumas, inclusive, bastante rígidas. Roubo, adultério, deserção ou homicídio eram punidos com a morte. As funções sociais estavam definidas.
A autoridade era reconhecida por todos. As decisões mais importantes eram tomadas em assembléias, da qual participavam todos os habitantes adultos. Mais do que isso. Palmares não era apenas uma cidade. Chegou a ser uma rede de cidades. Na metade do século 17, contava onze povoados. Macaco, na Serra da Barriga, era a capital.
Era preciso esmagar Palmares, custasse o que custasse. A Coroa já tinha dado essa ordem em diferentes ocasiões.
Havia, ainda, a questão do mito, que incomodava mais que qualquer coisa. Nos engenhos e senzalas, Palmares era sinônimo de Terra Prometida e esse mito punha em xeque os interesses coloniais.
Destruir Palmares não era tarefa fácil, os Mucambos eram verdadeiras fortificações jamais vistas na colônia (levando a comparação com a cidade de Tróia da antiguidade).
As montanhas pareciam intransponíveis. E o que as montanhas não faziam ficava por conta dos negros e de suas estratégias militares.
Transformou-se num estado autônomo, resistiu aos ataques holandeses, luso-brasileiros e bandeirantes paulistas, e foi totalmente destruído em 1716.
O mocambo do macaco era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares.
Alguns anos após a sua fundação, o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Nesse ano, 1655, um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente a Antônio Melo, um padre da vila de Recife.O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia.
Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo.Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Por isso, quando completou 15 anos, o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares.
Após caminhar cerca de 132 quilômetros, o garoto chegou à Serra da Barriga. Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Com os conhecimentos repassados pelo padre, Zumbi logo superou seus irmãos em inteligência e coragem.
Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje.Com a queda do rei Ganga Zumba, morto após acreditar num pacto de paz com os senhores de engenho, Zumbi assumiu o posto de rei e levou a luta pela liberdade até o final de seus dias. Com o extermínio do Quilombo dos Palmares pela expedição comandada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694, Zumbi fugiu junto a outros sobreviventes do massacre para a Serra de Dois Irmãos, então terra de Pernambuco.
De 1596 a 1716, ano da destruição de seu último reduto, os palmarinos suportaram investidas de 66 expedições militares e atacaram 31 vezes. E em toda essa luta, avulta a figura do grande líder Zumbi.
Contudo, em 20 de novembro de 1695, com 40 anos de idade, Zumbi foi traído por um de seus principais comandantes, Antônio Soares, que trocou sua liberdade pela revelação do esconderijo. Zumbi foi então capturado e torturado .
Jorge Velho matou o rei Zumbi e o decapitou, levando sua cabeça até a praça do Carmo, na cidade de Recife, onde ficou exposta por anos seguidos até sua completa decomposição.“Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”.
Seja qual for a tradução correta do nome Zumbi, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: Zumbi dos Palmares é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade.
Os anos foram passando, mas o sonho de Zumbi permanece e sua história é contada com orgulho pelos habitantes da região onde o negro-rei pregou a liberdade.

Nesse novembro tivemos o 1º negro presidente dos Estados Unidos e campeão de fórmula 1, quem sabe no Brasil.................................................................................................

Beijão, fui!!!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA, QUEM A TEM?

Olá gente, que chuva heim!Estão percebendo que este verão está mais pesado? Destruição em Cachoeira Paulista; Taubaté e São José na semana passada amargaram o maior prejuízo!
Sei não, estou certo que a natureza está mandando um grande recado para a humanidade e, nós, ainda nos fazendo de surdos ou desentendidos, porque achamos que não temos nada com isso.
Aqui em Lorena, como em muitas cidades do Vale, estamos perdendo nascentes de mananciais para a cultura de eucalipitos que avança desenfreadamente na região para abastecer as indústrias de papéis e celuloses com consequências cada vez mais devastadoras ao nosso ecossistema .
Em pleno século XXI, ainda não temos uma política ambiental que torne obrigatório, em cada município, uma usina de reciclagem de lixo, mesmo sabendo que na ótica neoliberal, o lixo é um luxo, e trás divisas e empregos para a cidade.
Vi da janela da sala de casa muitas garrafas pets e latas correndo na enxurrada de hoje, o que como primeira consequência entope as galarias de água pluvial, sem contar as centenas de anos que leva para a decomposição na natureza.
Acredito muito nas organizações civis, principalmente quando os poderes públicos são omissos ou desinteressados em algumas questões que dizem respeito a toda a sociedade, mas sinto falta das militâncias no nosso município.
O tempo ainda está nebuloso lá fora, nuvens pesadas e carregadas e continuo minha reflexão, porque vejo as populações ribeirinhas aumentando a cada dia, ocupando um lugar que é da mata ciliar, vejo nossos rios em processo de erosão e, consequentemente, açoreamento dos leitos.
Percebo nossas ruas iluminadíssimas pelo sol escaldante, sem nenhuma iniciativa de plantio de arvóres e o pior, a falta de consciência ecológica que é a herança que estamos passando para nossas crianças, enfim, penso na grande negligência que todos nós estamos fazendo com o nosso município, sem contar no nosso país e planeta.

Uma gota do oceano pode não ser nada, mas contém em si mesma, a essência da imensidão.
Pense nisso!

Tchau, tchau!

domingo, 16 de novembro de 2008

PARABÉNS LORENA (Educação é tudo)

Antes das expedições que atravessavam o Vale do Paraíba a caminho das Minas Gerais, Lorena era habitada pelos índios Puris.
Em 1554, com a fundação de São Paulo, as expedições bandeirantes se tornaram freqüentes. Havia necessidade de portos à margem do Paraíba e uma infra-estrutura mínima para atender as necessidades dos aventureiros.
Documentos citam que em 1702 o capitão-mor Arthur de Sá e Menezes, concedeu "provisão de mercê da passagem do rio ao porto para os passageiros de Minas” - era o Porto de Guaypacaré.
O núcleo inicial de povoação surgiu no fim do século XVII com as "roças" de Bento Rodrigues Caldeira.
Guaypacaré, nome tupi que significa braço ou seio da lagoa torta, foi o primeiro nome da nossa cidade, e se deveu ao fato de existir ali, um braço do Rio Paraíba.
Mais tarde, o nome passou para Hepacaré, que significa, para Azevedo Marques, lugar das goiabeiras.
Sob a invocação de Nossa Senhora da Piedade se constituiu em Freguesia em 1718.Em 14 de novembro de 1788 foi elevada à Vila com o nome de Lorena, por decreto do Capitão-General, então Governador de São Paulo, Bernardo José de Lorena, mais tarde Conde de Sarzedas, razão por que foi dado à nova Vila o nome atual.
220 anos se passaram e vejo com orgulho os novos e bons rumos da cidade, porém, sabemos que existem mazelas também, aliás, como em todos os municípios do nosso Brasil.
Acredito que os novos desafios que virão e os velhos que ainda estão sem soluções, resolveriam mais rapidamente com uma política federal, estadual e municipal mais concreta e, principalmente, com uma sociedade mais consciente e militante, mesmo porque a política que existe, boa ou ruim, está diretamente relacionada às escolhas da população.
Estou trabalhando para me tornar mais consciente enquanto cidadão e tenho esperança que a população em geral se conscientize da força que tem, descruze os braços e começe a exigir seus direitos, mas que cumpra seus deveres também, porque o viver em sociedade é uma estrada de mão dupla.
Amo Lorena, vejo que a cidade está pujante, que têm pessoas sérias e comprometidas trabalhando pela coletividade e acreditando na nossa cidade de uma forma geral.
Acredito na educação e estou certo que é o melhor, senão o único caminho para uma sociedade mais consciente em todos os sentidos; é só observarmos os exemplos da Coréia do Sul e de todos os países mais desenvolvidos e com melhores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).
Então, se você ainda não sabe por onde começar a sua militância em prol de uma Lorena e, conseqüentemente, um Brasil melhor, que tal começar pegando os cadernos dos seus filhos ou sobrinhos, participar da escola e exigir cada vez mais qualidade, contudo, não se esqueça do principal; educação vem de berço e você é a pessoa que ele adora imitar, então, se você não está gostando do que está recebendo, veja bem a imagem que você está emitindo, porque como dizia Fernanda Montenegro, saindo de um fundo azul no comercial da TV:

“EDUCAÇÃO É TUUUDO!”.

PARABÉNS LORENA E A TODOS NÓS, LORENENSES.
Para saber mais sobre a história de Lorena, consulte:
http://www.lorena.sp.gov.br

Fui...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

QUEM CASA QUER CASA - A questão da moradia na atualidade.

Ufa gente! Que correria!!!
Graças a Deus, ontem apresentei o último trabalho de disciplina no mestrado, ainda teno o exame de qualificação agora em dezembro, mas as disciplinas, pelo menos por hora, acabaram.
O trabalho que apresentei ontem foi na disciplina de Reabilitação psicossocial sobre serviço residencial terapêutico, um dispositivo bem bacana que o SUS tem para a efetivação da reforma psiquiátrica, de forma a retirar os pacientes dos manicõnios e dar um lar para eles.
Ao começar a fazer o trabalho, fiz um breve histórico da moradia no Brasil e, como isso interessa a toda a sociedade, resolvi postar aqui para nossa reflexão.
Antes de 1930 a produção habitacional no Brasil era da iniciativa privada, numa época em que a economia era baseada no setor agrário exportador.
A partir de 1930, o processo de industrialização brasileiro se afirma, caminho de desenvolvimento e modernização da sociedade.
O Estado passa a investir em infra-estrutura urbana e regional visando o desenvolvimento industrial e a substituição das importações.
Era Vargas – Houve a construção dos primeiros conjuntos habitacionais para determinadas categorias profissionais, utilizando-se recursos dos novos Institutos de Aposentadoria e Pensões.
Em 1946 é criada a Fundação da Casa Popular cujos objetivos eram a construção de moradias, o apoio à industria de materiais de construção e a implementação de projetos de saneamento.
Entretanto, desde a sua criação até 1964, quando foi extinta, não chegou a produzir 17 mil unidades.
1940-60 - População passou de 41 milhões para 70 milhões de habitantes, com taxa de urbanização aumentando de 31% para 45%.
A este incremento populacional correspondeu um aumento do número de assentamentos irregulares nas cidades e uma extensão irracional da malha urbana que consolidou as periferias como local de moradia da população de menor renda e nas metrópoles acelerou o processo de favelização.
1964-86 - Após a tomada do poder pelo regime militar, houve, um gigantesco investimento de recursos financeiros no setor habitacional que ocasionou a mudança no perfil das grandes cidades por meio da verticalização das edificações.

No âmbito deste Sistema, o Banco Nacional de Habitação (BNH) era sinônimo de presença estatal centralizadora na área da produção e distribuição habitacional.
O novo regime militar, por sua vez, estava interessado em aumentar sua popularidade concentrando o projeto de política urbana na questão habitacional.
Esse sistema constituiu-se em um dinâmico mercado imobiliário baseado na concessão de crédito habitacional com fonte de recursos próprios, oriunda da poupança voluntária e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Este sistema foi incapaz de atender às necessidades habitacionais da população brasileira, sobretudo a de baixa renda.
Entretanto, cerca de 4,4 milhões de unidades foram financiadas pelo sistema no período de 1964 a 1986, representando 27% do incremento do estoque de moradias urbanas no período, estimado em 16,6 milhões de unidades (incluindo todos os mecanismos de produção informal).
Crise econômica nos anos 80 e 90- O arrocho salarial e a queda do poder aquisitivo tiveram como conseqüência a inadimplência, que atingiu o Sistema Financeiro da Habitação, culminando com a extinção do BNH. Neste processo, surgem e consolidam-se os “movimentos de mutuários” exigindo mudanças na política habitacional oficial.
O rombo deixado pelo Fundo de Compensação das Variações Salariais, que tinha por objetivo cobrir o saldo residual dos financiamentos imobiliários do SFH, chega atualmente a R$ 67,4 bilhões.
Após a extinção do BNH, em 1986, a questão habitacional passou a ser tratada de forma dispersa em diversos órgãos da estrutura governamental federal.
A política habitacional passou a ser redirecionada para programas de aquisição de lote urbanizado, produzido em parceria com Prefeituras ou em mutirão dos próprios moradores.
Ao longo da última década, as normas de distribuição de recursos do FGTS foram ainda mais se distanciado das famílias carentes.
No período de 1995/2000, os financiamentos para a faixa de até 3 salários mínimos utilizaram 11% dos recursos; a faixa de 3 a 5 salários mínimos utilizou 12%; a faixa de 5 a 8 valeu-se de 28% e a faixa acima de 8 salários mínimos ficou com 49%.

Nos anos 90, os movimentos populares de moradia que atuam no Fórum Nacional de Reforma Urbana apresentaram no Congresso Brasileiro uma iniciativa popular subscrita por 1 milhão de eleitores, criando o Fundo Nacional de Moradia Popular e o Conselho Nacional de Moradia Popular, com o objetivo de implantar uma política habitacional nacional para a população de baixa renda.
O projeto contém a concepção de um sistema descentralizado e democrático, em que Estados e Municípios também deverão constituir seus próprios Fundos de Moradia a serem geridos por Conselhos com a participação popular.
Para utilizar os recursos deste fundos, Estados e Municípios deverão desenvolver programas de habitação de interesse social tendo como agentes promotores as organizações comunitárias, associações de moradores, cooperativas habitacionais populares ou de sindicatos.
A população beneficiária seria aquela que vive em condições precárias de habitabilidade, em favelas, loteamentos clandestinos ou cortiços.
Esse direito já estava previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, desde 1948. No Brasil, foi preciso tempo e luta para incluí-lo no artigo 6º da Constituição. Somente em 2000, por meio de uma emenda, a habitação adequada tornou-se direito do cidadão. Mas, afinal, o que é moradia digna?
Moradia digna não é apenas ter uma casa para morar. A população também deve contar com infra-estrutura básica (água, esgoto e coleta de lixo) para ter habitação de qualidade – que é um dos componentes do padrão de vida “digno”. No entanto, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2000, eram aproximadamente 41,8 milhões de pessoas carentes desses serviços em casa. E ainda, quase dois milhões de domicílios localizavam-se nas favelas.
No Brasil, o Ministério das Cidades conta com a Secretaria Nacional de Programas Urbanos para planejar e implantar políticas urbanas e habitacionais. Esse direito tem que ser um compromisso também da sociedade para garantir moradia adequada a todos, e assegurar o acesso à terra urbanizada e bem localizada. Para isso, é necessário subsídio e financiamento porque o custo de moradia é alto e a renda das pessoas é baixa.
Nesse contexto, a renda é a principal causa das desigualdades da moradia no Brasil. De acordo com o IBGE, 83% das pessoas que não têm casas ou que moram em condições precárias, possuem renda familiar mensal de até três salários mínimos.
Entretanto, o Governo brasileiro não tem recursos suficientes nem para construir casas nem para solucionar todos os problemas da falta de infra-estrutura.
Em meio aos problemas da habitação brasileira, o País ainda vive uma contradição: faltam ser construídas 7 milhões de moradias (déficit habitacional) para que todos os brasileiros tenham onde morar, enquanto 5 milhões de casas estão vazias. A deficiência nesse setor proporciona o surgimento de organizações como o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), que fazem ocupações nos espaços considerados “abandonados”.
A desigualdade da moradia no Brasil parece que ainda vai levar muito tempo porque esse não é um problema que se resolve rápido. Não é apenas falta de dinheiro, demanda políticas públicas.
Segundo dados do Ministério das Cidades, o déficit de moradias, que antes era de 6,6 milhões, passou para 7,2 milhões. Nas áreas urbanas o acréscimo foi de 5.414 milhões para 5.470 milhões de unidades, ao passo que nas áreas rurais o déficit subiu de 1.241 milhões para 1.752 milhões. De acordo com o levantamento oficial mais recente, feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2002, 23,3% dos domicílios urbanos de todo o país não têm esgotamento sanitário e 10,7% não dispõem de água encanada.
Enquanto a política econômica e social do governo federal beneficia os banqueiros e a grande burguesia, tratando com total descaso a área social e o problema da moradia, o povo implementa suas próprias medidas, concretas, para resolver a questão, organizando-se e ocupando áreas e edifícios abandonados nas cidades.
A população que mora em favelas no Brasil aumentou 42% nos últimos 15 anos e alcança quase 7 milhões de pessoas, segundo análise do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com base na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE) de 2007.Em 1992, havia 4,914 milhões de pessoas morando em favelas em áreas urbanas (3,2% da população brasileira). Em 2007, esse número passou para 6,979 milhões (3,8% da população).Grande parte dessas pessoas está concentrada nas regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio.
Aluguel- No período entre 1992 e 2007, a maioria dos indicadores vinculados às condições de moradia no país melhorou, com exceção do número de brasileiros que vivem em favelas e que têm gastos considerados excessivos com aluguel; 3,4% dos moradores de áreas urbanas -ou 5,4 milhões de pessoas- gastam mais de 30% da renda com o aluguel, implicando em menos dinheiro para o consumo de outros serviços e produtos.

Na nossa querida cidade, temos um problema seríssimo, tanto de déficit habitacional como de moradia inadequadas. Na periferia, temos o problema das populações ribeirinhas e das áreas de invasão.
Acredito que está passando da hora de toda a sociedade se mobilizar para esta questão, pois o problema de cada um, certamente, é o problema da coletividade.
Beijão e até mais, tchau pardal....

terça-feira, 11 de novembro de 2008

UMA BELEZA DIFERENTE

Nesse fim de semana aconteceu no espaço educacional o concurso de Miss Gay Lorena, como acontece todos os anos.
Estava lotado o local, foram vendidas todas as 50 mesas que o Beto cabeleireiro colocou a venda, fora as pessoas que ficaram em pé por não haver mais mesas.
Foi muito chique o desfile, o Beto como sempre fazendo a apresentação com comentários pontuais. Em um deles ele falou que gostaria que alguma entidade da cidade como APAE (associação dos pais e amigos do excepcionais) ou a ADEFIL ( associação dos deficientes físicos de Lorena) fizessem o concueso para ficar com o lucro como acontecia com o fascina show, mas acredito que ano que vem será assim.
As candidatas estavam belíssimas, entraram primeiro em traje de sonho e depois em traje de noite, com vestidos da mais alta costura.
No jurado, além de mim, estavam a belíssima Miss Comerciarios 2008, Ademir Peralta, a Miss gay do ano passado Raviana Lois, o Luíz que organiza concurso gay em sampa, o Hélio, nosso querido amigo Zé Carlos que organiza este mesmo concurso em Guaratinguetá, entre outros.
A Trup de sampa ficou por conta da Val, que trouxe um espetáculo maravilhoso da noite paulistana, com 3 couveres da Leci Brandão, Alcione e Bethânia além de drags e o Ribas, que organiza o Miss World em Sampa que fez uma performance maravilhosa de Ney Mato Grosso e Barbara Hades que abalou na dublagem e nas performances, principalmente de Clara Nunes.
Foi sentida a falta do nosso prefeito municipal Dr Paulo Neme que deu total apoio ao evento, sem o qual, seria muito difícil mantê-lo.
O melhor traje de noite foi pra Camily, produzida por Rinald, o melhor traje de sonho foi pra Sabrina Beker. O 1ºlugar, por unânimidade do público ficou com Nataly, louríssima e muito simpatica além de bonita, é claro; o 2º foi pra Camila Beduske e o 3ºlugar para Vitória para todos.
Foi um concurso muito gostoso e bonito, ninguém viu a hora passar e demonstrou, pelo público eclético presente (que incluiu personalidades do mundo gay, empresarial, político, da moda, imprensa, etc), que Lorena e nosso amado povo já está entendendo melhor as diversidades e respeitando e desmistificando o estigma e preconceito.
Acredito que Lorena pode vir a ser uma grande referência nas diversidades; nosso comércio certamente agradeceria, visto que o público GLS, como já é sabido, é grande consumidor e leva divisas por onde passa.
No dia 30 de novembro vai acontecer o já tradicional futgay, onde os salões do Beto e do Rinald arrecadam brinquedos e a entrada é um brinquedo também, que são encaminhados para o fundo social, objetivando a doação para o natal das crianças carentes.
E você, leitor amigo, já pode fazer sua doação, comprando um presentinho no 1,99 e deixando no salão do Beto ou do Rinald.
Vamos apoiar os movimentos da nossa diversidade social que insere, de forma ímpar, um novo tempo e consciência.
Parabéns a todos que fazem e apoiam essa conquista !
Igualdade para as diversidades.
Fui...