segunda-feira, 12 de julho de 2010

(84) A FÉ NÃO COSTUMA FALHAR (PARTE 2)

Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar!

NESSA  MATÉRIA EU AGRADEÇO A HOMENAGEM QUE OS MEUS AMIGOS FIZERAM NO JORNAL GUAYPACARÉ PARA MIM POR OCASIÃO DA OBTENÇÃO DO TÍTULO DE MESTRE E NA NOVA MESA DIRETORA DA CÂMARA PARA O BIÊNIO 2011-2012

Agradeço aos meus amigos que me homenagearam na edição passada pela obtenção do meu título de mestre em Enfermagem e Ciências pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo.

No final daquele texto há uma frase que diz:

“Tudo que a gente quer a gente consegue, mas não devemos nos orgulhar de nada, porque nada é nosso, apenas está nosso. Somos apenas um zelador de tudo que Deus nos dá, simplesmente porque temos data e hora para deixarmos tudo por aqui...”

Essa frase resume tudo nessa vida, precisamos acreditar mais, dar um pouco mais de crédito para a vida e para as pessoas e permitir que os milagres aconteçam no nosso dia a dia. O que vem ser a força da fé se, no primeiro obstáculo, a gente desanima e deixa os projetos para trás? Obstáculos existem para serem transpostos; precisamos sempre ter em mente que quanto mais estamos preparados, mais servidores seremos da grande massa que se chama humanidade. Ter um título é muito legal, mas do que vai adiantar tudo isso se pegarmos o diploma e engavetar. Como provei no meu trabalho, o meu título é para servir uma parte da população que é estigmatizada e que os profissionais da saúde, pelo menos a grande maioria, não quer trabalhar, porque enquanto profissionais também estigmatizamos essa população: a dos alcoolistas e dependentes químicos.

Dessa forma, tenho de apelar para a força da fé, a fé de conseguir sensibilizar nossos gestores e nós, enquanto políticos, profissionais e cidadãos para que juntos consigamos montar serviços com qualidade e com profissionais empenhados em minimizar essa epidemia social para poder servir essas pessoas.

Todos nós já vimos ou ouvimos histórias de milagres que acontecem, principalmente cura de enfermidades de pessoas que já estavam desenganadas pela medicina. Já vi muitos pacientes em coma e sem esperanças voltarem a ter uma vida normal, entre diversas outras curas. E todo o dia presenciamos milagres, pois a vida explode em todos os cantos, ás vezes, nossos olhos não vêem, mas isso é fato. Nossa câmara municipal está sensibilizada e estamos todos os dez vereadores empenhados na construção e efetivação da política para os usuários de álcool e outras drogas, nosso prefeito também já sinalizou que iremos trabalhar juntos para essa realidade em Lorena, pois temos uma grande população doente e ainda não dispomos de nenhum serviço nesse sentido.

Assim, o exercício da fé tem de ser praticado no nosso dia a dia, acreditar, elevar os pensamentos e trabalhar no sentido dessa concretização, sem perder o foco da nossa natureza de servir sempre, que é o grande sentido dessa vida.

Na última sessão de câmara fizemos a eleição para a mesa diretora para o biênio 2011-2012 que assim ficou definida:

2º Secretário, vereador Chiquinho; 1º Secretário, vereador Galão Aquino; Vice-Presidente, foi o único cargo que não mudou, continuo eu mesmo; Presidente-Rogerinho 100%.

Na disputa houve empate em 5 votos para Rogerinho ( Rogerinho, Galão, dr. Lorane, Toto e Mafu) e 5 votos para Elcinho (Elcinho, Dr. Martinho, Zé Carlos da padaria, Chiquinho e Marcelo Alvarenga). Como diz o regimento, quando há empate o desempate é feito por sorteio que, como o próprio nome diz, deriva da palavra sorte, onde ambos os candidatos tinham 50% de chance cada um, porém, saiu o nome do vereador Rogerinho. Mesmo mudando os cargos, uma coisa não mudará; o empenho dos 10 vereadores em trabalhar para melhorar os rumos da nossa cidade. Obrigado aos meus amigos pela homenagem na edição anterior e parabéns a todos os vereadores, nosso trabalho continua com empenho e muita fé.

OBS: As ilustrações desta postagem são do meu trabalho de mestrado.  Na foto estamos eu, Galão, Dr. Lorane, Rogerinho e Toto.



(83) A FÉ NÃO COSTUMA FALHAR!

NESTA MATÉRIA EU RELATO BREVEMENTE A HISTÓRIA DO BAIRRO DA CRUZ E SOBRE A FÉ NA PADROEIRA DO BAIRRO: NOSSA SENHORA DE FÁTIMA.  A COMUNIDADE SONHA EM VER A NOVA IGREJA TRANSFORMADA EM SANTUÁRIO DE FÁTIMA TAMBÉM, E, COMO A FÉ NÃO OSTUMA FALHAR, ISSO É MUITO POSSÍVEL DE SE REALIZAR. ATÉ!

Do final do século XIX, até as primeiras décadas do século XX, a sede da fazenda do Ipê no Bairro da Cruz, cujas terras abrangiam desde o atual Bairro Jardim Novo Horizonte até a Vila Brito, servia como base de encontro e reabastecimento dos tropeiros, que vinham das áreas rurais como Santa Lucrécia, Pinhal. Serro Alto, Paraitinga e Cunha, através da Estrada Intermunicipal Lorena-Campos de Cunha, mais conhecida como estrada do Pedroso, que cortava a região. Em 1909, com a inauguração do 5º BIL (Batalhão de Infantaria Leve de Lorena) estabeleceram-se, perto da construção, algumas famílias ligadas às atividades do batalhão como a Família Pádua e algumas famílias tinham em suas matriarcas, as principais fontes de renda, pois estas habitavam o morro conhecido como o Morro das Lavadeiras e lavavam as roupas dos militares, aumentando o aglomerado.

Com o passar dos anos, a Família Stockler, dona da Fazenda do Ipê, criadora de búfalos e que cultivava o plantio da cana-de-açúcar, fez pequenos loteamentos da extensa fazenda, iniciando o povoamento do Bairro da Cruz, pois os antigos tropeiros, naturais em sua grande maioria da cidade de Cunha, foram adquirindo os lotes em torno da Estrada do Pedroso, atual Avenida Sete de Setembro, surgindo algumas vendas e ranchos para hospedagem dos tropeiros que vendiam e compravam mercadorias no centro da cidade, sendo hoje a maior concentração de cunhenses e descentes destes fora do município de Cunha.

Esse fato ocorreu com o Senhor José de França Motta (Zeca Motta) e Dona Maria de França Motta por volta do ano de 1949, quando vieram de Cunha com toda sua família, se estabelecendo às margens da antiga Estrada do Pedroso, onde construíram um rancho que servia como pousada para os tropeiros e demais viajantes. No início da década de 1950, um congregado mariano da Matriz com o propósito de pagar uma promessa à Nossa Senhora de Fátima, por ter se salvado em um acidente na fábrica de pólvora, iniciou um movimento religioso, ensinando a rezar o terço e a catequese para as crianças em suas casas, levando mais tarde, esse aglomerado, para o rancho do Sr. Zeca Motta, onde surgiu a idéia de comprar um terreno para a construção de uma igreja no bairro.

Em 1958, foi lançada a pedra fundamental da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com as bênçãos do Padre João Hipólito na gestão do prefeito Braz Pereira de Oliva. Essa construção movimentou a pequena comunidade com quermesses e diversas doações, sinalizando este terreno com uma enorme CRUZ, que segundo alguns moradores mais antigos, foi a razão do nome do Bairro. Este senhor que iniciou todo esse movimento foi o saudoso Srº Luiz Bento Rosa, que legou o seu nome ao Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora de Fátima no dia 13 de maio de 2009. Foi nesse salão, após a missa do dia 26 de junho, sábado passado, que ocorreu a 1ª Noite Portuguesa, regada a excelentes vinhos que acompanharam o melhor da culinária portuguesa, com músicas típicas da terra das aparições de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. O cardápio, selecionadíssimo, ia desde um caldo verde saborosíssimo até uma bacalhoada que enche a boca só em lembrar. Foi muito bom encontrar as pessoas da comunidade do Bairro da Cruz que apoiaram maciçamente o evento, de outros bairros e do Centro da cidade, políticos, religiosos, profissionais dos mais diversos, aposentados e donas de casa, todos num clima fraterno. A simpática comissão de festeiros estava impecavelmente organizada e não mediu esforços para que saísse tudo perfeito e harmônico como realmente ocorreu, sob a supervisão do não menos empenhado e simpático Monsenhor José Benedito Barbosa ou simplesmente Padre Ditinho, pároco atual. O objetivo desse evento é tornar a paróquia referência em Festa Portuguesa e transformá-lo em uma tradição, arrecadando fundos para o término da Igreja que toda a comunidade sonha vê-la SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA em breve, sendo também mais um atrativo de peregrinação de fiéis que visitarem as CIDADES DO CIRCUÍTO TURÍSTICO-RELIGIOSO, que será de grande importância para toda a cidade de Lorena também. A FÉ NÃO COSTUMA FALHAR, já dizia o dito popular e as aparições de Nossa Senhora de Fátima para as três crianças Lúcia, Jacinta e Francisco na Cova da Iria em Ourém, Portugal, em 1917, foi um acontecimento de dimensões continentais para uma época que não existia televisão e nem internet; em poucos anos fez um milagre na vida de um homem e, da sua devoção, sonho e fé, uma realidade na vida de centenas de pessoas espalhadas por toda a cidade, pois de uma cruz erguida num terreno nasceu o nome e a devoção de um bairro e, da velha igrejinha, uma construção moderna e também outros sonhos, alimentados pela mesma fé e unindo as pessoas num objetivo comum - a conclusão da obra do bem possível Santuário de Fátima. Assim a comunidade ensina mais uma lição que sua própria história já contou: Que um sonho sonhado junto se torna uma realidade. Parabéns a todos que trabalharam no evento e para quem não foi, a comissão de festeiros promete vários outros eventos imperdíveis em breve, sob as bênçãos de Nossa Senhora de Fátima!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

(82) SAÚDE É O QUE INTERESSA E O RESTO TAMBÉM (PARTE 2). Sobre a saúde do homem!

Essa matéria sobre a Saúde do Homem também teve boa repercussão. Vale a pena conferir. Boa leitura.


A herança patriarcal que nos foi legada condicionou a nossa sociedade a um erro cultural de que o “homem não chora e tem que ser cabra macho”.



Essa concepção plantou no inconsciente masculino que o homem é forte por natureza e que não precisa de outros cuidados.



Essa concepção, uma construção social, também influenciou os programas nacionais de saúde que com os seus “pacotes prontos” desde a época do militarismo, implantou diversos programas de saúde tais como: saúde da criança, da mulher, tuberculose, hanseníase, diabetes e hipertensão, do trabalhador, etc, e a saúde do homem?



Esse pensamento retrógrado causou alguns danos de saúde ao sexo masculino, como por exemplo:



A expectativa de vida da mulher é de 76,52 anos, a do homem é de 68,92 anos, ou seja, o homem brasileiro vive 7,6 anos a menos que a mulher.



Dos óbitos registrados entre as idades de 20 e 59 anos, 68% são homens, ou seja, a cada três adultos que morrem no Brasil, 2 são homens. Com relação a esse dado, é importante ressaltar que 91% das mortes violentas em adultos jovens, são homens. È só observarmos o que acontece e já aconteceu na cidade nesse aspecto.



No geral, para cada consulta médica de um homem, temos 4,5 para as mulheres, isso tirando as consultas de pré-natal.



A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) é de que teremos, em 2010 aproximadamente, 50.000 casos novos de câncer de próstata e, mais de mil pênis serão amputados devido ao câncer.







Diante desses dados alarmantes, o Ministério da Saúde lançou, em agosto do ano passado, a política pública de saúde do homem, com pelo menos 30 anos de atraso (antes tarde do que nunca). Para a implantação, existem grandes desafios, o principal deles é vencer a barreira cultural da população masculina brasileira. O Ministério pretende fazer uma grande campanha de divulgação em toda mídia e cartilhas educativas para distribuição gratuita.



Serão 8 eixos norteadores para a implantação dessa política de saúde com investimentos de mais de 614 milhões de reais. O primeiro já está sendo aplicado no valor de 8 milhões para que os gestores estaduais elaborem o Plano de Ação 2009-2011.



É importante salientar também que, além dos problemas do aparelho reprodutor masculino, os homens também estão adoecendo mais de problemas emocionais, como depressão, pânico, entre outros, cardíacos e endócrinos como diabetes e alguns estudos já se referem ser devido à repressão emocional, como não chorar quando se está triste e não demonstrar afeto para não aparecer menos “macho”.



A sugestão para a propaganda, segundo algumas especulações, seria de algum apelo que fosse direto na alma masculina, algo como:



MACHO QUE É MACHO SE CUIDA!



Então fica a sugestão para você, meu amigo machão: Não espere a implantação do programa e procure um médico na rede de saúde municipal ou mesmo particular se você puder. Independente do programa, eles sabem muito bem cuidar de você.






terça-feira, 15 de junho de 2010

(81) O COZIDO DA VIZINHA É BEM MELHOR!

Amigos, há alguns meses publiquei essa matéria no jornal também. A repercussão foi muito grande e os comentários sobre o assunto pela cidade também. Então boa leitura e aguardo os comentários. Abração. Mafu

Vi uma cena inusitada nesta semana e me indaguei uma série de coisas.

Estava com alguns amigos no bairro do quilombo, na cidade de Piquete, quando apareceu o Srº José. Naquele instante, meu amigo gritou em gargalhada: Olha que braço peludo? Ao observar melhor percebi que ele chegava, simplesmente, com um galo embaixo do braço. Ao questioná-lo, ele me respondeu: “Precisava engalar minhas galinhas, esse galo é do meu vizinho e estou indo devolver a ele”. Ainda questionando, ele me disse que até tinha uns galos “bons”, mas que ia fazer um cozidão, porquê o galo do vizinho era muito melhor...

Essa história, até que engraçada, me fez pensar uma série de coisas:

Porque sempre o que é do outro é melhor? Ouço, por exemplo, que em Lorena, nenhum investimento vai para frente, mas quando alguém investe numa loja ou numa lanchonete ou restaurante, por exemplo, as pessoas continuam saindo daqui e indo para cidades vizinhas, como Guaratinguetá, por exemplo.

Admiro muitas as pessoas de lá, que valorizam sua cidade e suas tradições e não permitem que desvalorizem ou que falem mal da cidade, mesmo com todos os defeitos. Percebi isso quando lecionei no curso de enfermagem na Escola “Dr Benedito Meireles”. Nos quase 6 anos de trabalho, percebi lá o que não vejo em Lorena. O orgulho de ser de onde você é e valorizar o que você tem... Será por isso que ninguém de outra cidade se aventura a sair candidato por lá e aqui em Lorena tivemos apenas 3 prefeitos Lorenenses em toda a nossa história ? Sei não, mas acho que isso fez uma grande diferença... O que você acha?

Por lá, lutaram e canonizaram Frei Galvão, exaltam Rodrigues Alves e Drº Zerbine. Onde está em Lorena, por exemplo, a Rua Consuelo Leandro? Esta grande artista Lorenense, até hoje, nunca recebeu nenhuma homenagem (estou esperando aparecer uma rua ou avenida nova, mais central, para colocar o nome dela, acham merecido?) ou de pessoas nem tão famosas, mas de imenso esmero como tantos que temos e tivemos aqui. Porque não Rua Arthur Ballerine ao invés de Madame Curie (nada contra a francesa de origem polaca, mas o que ela tem com Lorena?) Ou que tal Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira no lugar de Presidente Roosevelt (o que esse grande presidente americano tem com a gente, será que nos Estados Unidos eles tem uma avenida chamada Tancredo Neves?)

Não fiz nenhum projeto com nome de rua ainda, acho que esse texto me inspirou...

Temos a igreja do Rosário dos Pretos, famosa pelo milagre com o filho do cantor Sérgio Reis e que iniciou a Canção Nova Da Tia Laura (onde está a canção nova agora?), a Catedral de Nossa Senhora da Piedade e a única Basílica de São Benedito do hemisfério sul, sem contar as nossas tradições salesianas e, com tudo isso, a Renovação Carismática Católica terá sua sede nacional no município vizinho de Canas (aplausos para o prefeito Naldinho e equipe) que até poucos anos atrás era distrito de Lorena e tem uma população de 5 mil pessoas. Guaratinguetá e São Luiz do Paraitinga têm um carnaval famosíssimo. Devido a destruição causada pelas chuvas, não tiveram a festa. Lorena teve um belíssimo carnaval, prestigiado por quase 20 mil pessoas, e ainda assim há muitas críticas por isso. E só porque em Guará e São Luíz não teviram carnaval, Lorena não poderia ter também? Se fosse ao contrário, se nessas cidades tivessem tido carnaval; se justificaria porque tem comunidades e tradições maravilhosas. E as nossas? Naquelas cidades, pessoas de um poder aquisitivo maior participando da festa e empresas é algo normal, aqui é motivo de espanto. Porquê?

Fiquei feliz ao saber que o nome da Etec será Padre Leôncio, nada contra o Paula Souza, mas o que ele representa para nossa terra?

Para completar, faço um “salve” aos nossos colunistas deste jornal. Que prazer poder ler e aprender com os textos da Dona Ana Luísa, do Srº Nelson Pesciota, Srº Olavo Rubens, Srº Adilson, Srº Edivaldo, a amiga Valéria Fortes ou meus colegas vereadores, Martinho, Marcelinho e Toto! Porque são nossos não merecem os nossos aplausos e admiração? Agora se fossem Lorenenses escrevendo para o Estadão ou Vale Paraibano? Seria diferente? Vejam o exemplo de Paulo Coelho, desvalorizado aqui, reconhecido lá fora para poder imortalizar aqui! Aproveito para justificar (embora tardiamente) minha ausência na posse dos imortais da nossa cidade, estava em luto fora do município, mas muito me honra e me orgulha dizer que temos em nossa cidade a “Academia de Lorena de Letras”. São pessoas nossas, coisas nossas, cultura nossa e a gente nossa que devemos valorizar. Se em Guaratinguetá e outros municípios as pessoas são tradicionalistas, bairristas e isso está dando certo por lá, não seria uma ótima opção de imitação e resgate de orgulho? Vamos testar essa receita valorizando mais nossa gente, nosso comércio, nossos templos, nossa bandeira e questionar o que não estiver de acordo, participando mais das decisões da nossa cidade. Só assim teremos um lugar melhor e mais feliz para se viver e não precisaremos mais dizer: “A COMIDA DE CASA É BOA, MAS O COZIDO DA VIZINHA É BEM MELHOR!” Pense nisto!



quinta-feira, 10 de junho de 2010

(79) Uma ação local por uma causa global. 5 dejunho, dia mundial do meio ambiente e da ecologia!

Essa matéria foi publicada no jornal guaypacaré no dia 5 de junho último, onde falo das metas da política estadual do meio ambiente para os municípios serem certificados como Município Verde-Azul. Boa leitura a todos e até mais!


Em 1866 o biólogo alemão, Ernst Haeckel (1834-1919), criou formalmente a disciplina que estuda a relação dos seres vivos com o meio ambiente e a esse ramo da Biologia deu o nome de ECOLOGIA. O prefixo "eco" vem do grego "oikos", que significa, casa, domicílio, habitat.

Desde o dia 5 de junho de 1972, quando começou a ser comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, a ONU (Organização das Nações Unidas) e todos os outros segmentos sociais mundiais debatem as questões ambientais e dão uma face humana aos problemas e soluções relacionados com o meio ambiente. A data é marcada por manifestações em diferentes cidades do mundo todo em defesa da preservação e de outras políticas ambientais.

Em 1988, pela primeira vez na nossa história, a Constituição Federal abordou o tema do meio ambiente. O Art. 225 exerce na Constituição o papel de principal norteador do meio ambiente, devido a seu complexo teor de direitos, mensurado pela obrigação do Estado e da Sociedade na garantia de um meio ambiente ecologicamente equilibrado, já que se trata de um bem de uso comum do povo que deve ser preservado e mantido para as presentes e futuras gerações, definindo as competências dos entes da federação. Essa iniciativa teve como objetivo promover a descentralização da proteção ambiental, dando a União, Estados, Municípios e Distrito Federal ampla competência para legislarem sobre matéria ambiental, apesar de sempre surgirem os conflitos de competência, principalmente junto às Administrações Públicas.


A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo vem adotando esta política mais efetivamente nos últimos anos, democratizando e descentralizando as ações das políticas ambientais com o Projeto Estratégico Município Verde Azul (verde-matas; azul-ar e água). Na política de gestão ambiental compartilhada, o Governo Estadual e os municípios tomam decisões conjuntas, estimulando ações municipais em prol do meio ambiente e da sociedade. A adesão dos municípios ao Projeto se dá a partir da assinatura de um “Protocolo de Intenções” que propõe 10 Diretivas Ambientais que abordam questões ambientais prioritárias a serem desenvolvidas, estabelecendo a parceria entre Estado e Município, avaliando critérios específicos rumo às ações necessárias para que o município seja certificado como “Município Verde Azul”. Todos os 645 municípios paulistas já assinaram o Protocolo. .



As 10 Diretivas são: 1- Esgoto Tratado: Realizar a despoluição dos dejetos em 100% até o ano de 2010, ou, sendo financeiramente inviável, firmar um termo de compromisso com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, comprometendo-se a efetivar o serviço até o final de 2014. 2- Lixo Mínimo: Eliminar até 2010 os lixões a céu aberto, promovendo a coleta seletiva e a reciclagem do lixo no município. 3- Mata Ciliar: Auxiliar o governo na recuperação das matas protetoras dos córregos e das nascentes d’água. 4-Arborização urbana: Aprimorar as áreas verdes municipais, diversificando a utilização das espécies plantadas, visando atingir 12 m² por habitante. 5-Educação ambiental: Implementar um programa de educação ambiental na rede de ensino municipal, promovendo a conscientização da população a respeito dos problemas ecológicos. 6-Habitação sustentável: Definir critérios de sustentabilidade na expedição de alvarás da construção civil, restringindo o uso de madeira da Amazônia e favorecendo tecnologias de economia de água e energia fóssil. 7- Uso da água: Implantar um programa municipal contra o desperdício de água. 8- Poluição do ar: Auxiliar o governo no combate da poluição atmosférica, especialmente no controle da fumaça preta dos ônibus e caminhões a diesel. 9-Estrutura ambiental: Criar um Departamento ou Secretaria municipal de meio ambiente. 10-Conselho de Meio Ambiente:Constituir órgão de participação da sociedade, envolvendo a comunidade local na agenda ambiental.

Percebemos nossa tarefa não é fácil, mas é muito possível. Lorena ainda não conseguiu o certificado, estamos caminhando para isso, pois alguns itens já foram implantados. Estamos na posição 221 com 74,77 pontos entre os 645 municípios paulistas, bem à frente de cidades como Guaratinguetá que está na posição 338 com 59,25 e Taubaté na posição 456 com 43,65 na avaliação da Secretaria Estadual.

Ainda há muito a ser feito na cidade e em todo mundo com relação ao meio ambiente. Vamos lutar pela criação do Parque Ecológico na Represa do DAEE, reabertura para o público da Águas do Barão, visitas constantes de crianças e adultos na Floresta Nacional de Lorena (horto florestal) e construir parques e áreas de lazer como na lagoa do mondesir e em áreas próximo ao Rio Paraíba, despertando a consciência ecológica dentro dos nossos lares com economia de água,luz e, principalmente, lutando pela implantação da educação ambiental nas nossas escolas e despertando a consciência ambiental que todos devemos ter, não apenas no dia de hoje.

Obs:As fotos desta postagem foram tirads na represa do DAEE, local ideal para a implantação de um parque ecoturístico em Lorena.

TCHAU... PARDAL...FUI!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES... E ESPINHOS

PESSOAL, ESTA MATÉRIA ESCREVI NO DIA 31 DE MARÇO DE 2010, NO DIA QUE COMPLTOU46 ANOS DO GOLPE MILITAR. ESSA MATÉRIA CONTOU OS REFLEXOS DO GOLPE SOBRE A VIDA DA MINHA FAMÍLIA. BOA LEITURA! ABRAÇÃO!

Caminhando e cantando e seguindo a canção, somos todos iguais,braços dados ou não...”

As águas de março fecharam o verão de 1964 com prenúncio de anos difíceis. À noite do dia 31 de março foi a data do golpe militar... De madrugada, embaixo de chuva, ouvem-se barulhos de motores, bater de portas, vozes. O toque na porta de madrugada e a invasão por militares dentro dos lares; metralhadoras apontadas para as cabeças das crianças e...

Assim foram as prisões de inúmeras pessoas naqueles dias. Com meu pai, José Vieira, foi exatamente assim.

Levado ao exército, lá encontrou muitos cidadãos de bem da nossa cidade, nomes que não citarei aqui, pois são pessoas que não querem lembrar desse episódio. Delegados, médicos, advogados, padres e bispos, operários, jornalistas, enfim, pessoas de todas as classes sociais e categorias profissionais, pais de família que se tornaram, de uma hora para outra, SUBVERSIVOS, inimigos do novo regime que se instalava: a Ditadura Militar.

Da prisão no exército de Lorena, ele e os outros foram levados para o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Ao sair de lá, viu-se desempregado, perseguido, vigiado e com 5 filhos para criar (meus irmãos mais velhos, somos em oito no total). Ao contrário das pessoas de mais expressão na época que iam para o exílio na Europa, por exemplo, ele foi trabalhar de autonômo como pedreiro (para arrumar emprego precisava do “Atestado de Antecedente Político e Social, emitido pelo DOPS), vendeu a casa com um grande terreno e comprou uma menor, para usar o dinheiro para o sustento da família. Idealista, viu com muita tristeza a instauração dos Atos Institucionais nos anos que se seguiram (anos de chumbo), como o Ato Institucional Nº5- AI 5 de 13 de dezembro de 1968, que suspendia várias garantias constitucionais, dando poderes absolutos ao Presidente. A primeira consequência foi o fechamento do Congresso Nacional, Assembléias Estaduais e Câmaras Municipais por quase um ano, dando aos Executivos Federal, Estadual e Municipal a função de legisladores também; podia suspender os direitos políticos de quaisquer cidadãos por 10 anos e cassar mandatos eletivos federais, estaduais e municipais. O Poder Judiciário também se subordinava ao Executivo, pois os atos praticados de acordo com o AI-5 excluiam-se de qualquer apreciação judicial. A censura prévia se estendia à imprensa, à música, ao teatro e ao cinema, impedindo qualquer manifestação cultural que fosse contra o regime (ou que entendessem que fosse). Muitas mortes de estudantes e manifestantes ocorreram nesse período. Os protestos eram reprimidos a balas e granadas (sem que a imprensa divulgasse). No início dos anos 70 a Ditadura Militar Brasileira adotou meios cruéis de repressão como, tortura, sequestro, cárcere privado, assassinato e esquartejamento do corpo das vítimas e ocultação das partes do cadáver, sendo que as famílias nunca foram informadas, pois nem mesmo a prisão dessas pessoas eram admitidas, surgindo, então, o termo Desaparecido Político, para designar as vítimas desse período (só reconhecidos em 1995 no governo de Fernando Henrique). Como tantos da época, meu pai morreu muito cedo, em 1971, deixando 7 filhos (eu tinha 1 ano) e minha mãe grávida de 2 meses da minha irmã mais nova. Hoje se fala da grande depressão coletiva e na morte precoce que se abateram sobre os presos políticos e pessoas de bem que não acreditavam/aceitavam o assassinato da democracia.

Foram praticamente 21 anos de ditadura (1964-1985), de repressões individual, coletiva, da imprensa, da representação política. Foram 20 anos de “cale a boca, é assim e pronto”e eu fico pensando: Será que os 26 de redemocratização (1985-2010) ainda não foram suficientes, mesmo com eleição após eleição, para a construção da verdadeira democracia? Será que precisaremos de outra repressão para valorizarmos a nossa liberdade? E que liberdade é essa se querem tirar nossa criatividade e não se ensina mais a ter pensamento crítico?Para onde foram os festivais que eram nascedouros de verdadeiros talentos da boa música e cultura? A política que temos é a política que queremos? Só faremos protesto se a mídia inflamar como no “fora Collor”? E fora da onde se ele é senador hoje?

Sei que ainda tenho mais perguntas do que respostas, assim como a maioria, mas estou certo que a flor da democracia não pode morrer ou se fazer inexpressiva, sob pena de desrespeitarmos a memória dos que se foram por ela, como meu pai e tantos outros que sofreram para ver um país e uma sociedade livres, nos legando a dignidade e espírito de luta. E nós? O que estamos passando para as próximas gerações enquanto cidadãos e políticos? Ainda prefiro que as esperanças moldem os sonhos de uma cidade e um país melhor e não nossas decepções. O exercício da democracia é difícil pela diversidade de olhares, mas são esses diferentes olhares que tornam nosso mundo tão singular e completo, mas precisamos de tolerância e compreensão para tal. Nós, agentes políticos e cidadãos, devemos discutir idéias e soluções para a melhoria da nossa terra e melhor qualidade de vida para o nosso povo e não podemos perder tempo com divagações vãs que não interessam e nem nos acrescentam em nada, pois quem sabe não espera o que pode acontecer, o tempo vai embora sem a gente perceber ou como no refrão: “Vem, vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”...



Nota: Em 1968, no Festival Internacional da Canção no Rio de Janeiro, no maracanazinho, Chico Buarque e Tom Jobim ganharam o festival com a canção “Sabiá”. Segundo os periódicos da época, foi a maior vaia da história, pois a canção que ficou em segundo lugar, com esses versos acima como refrão, foi aclamada como campeã, emocionando a todos e tornando-se um hino contra a ditadura. Esse fato causou um grande dissabor na elite militar que obrigou seu compositor, Geraldo Vandré, ao exílio na Europa e sua canção foi proibida e censurada em todo o país. O nome dela éPRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES”.

sábado, 29 de maio de 2010

O BURACO É MAIS EMBAIXO! E agora também é caso de saúde pública!

Olá pessoal, estive um tempo afastado daqui pois estava terminando minha dissertação de mestrado e estava um pouco corrido pra mim. Estou postando a matéria sobre os buracos agora, no domingo dia 16/05, fui vacinar os idosos na feira do bairro da cruz. Os moradores e feirantes mostraram suas indignações para mim, assim, eu reproduzi as indignações deles no jornal guaypacaré, na edição do dia 22/05. boa leitura pra vocês.










Tenho de dar a mão à palmatória, João Buracão é o cara mesmo. Essa figura idealizada por um mecânico no Rio de Janeiro e que resolveu vários problemas das vias públicas naquela cidade, foi até seqüestrado e saiu no fantástico, continua fazendo sucesso até hoje, rodando o Brasil inteiro. Sua simples presença é muito mais resolutiva do que os pedidos de quaisquer vereadores. Eu mesmo, na maioria das vezes, só copio alguns pedidos do ano passado, pois o ano passou e os problemas são os mesmos, porém, na nossa cidade, se transformaram em problemas de saúde pública.




João Buracão em ação no Rio de Janeiro



Na feira do bairro da cruz, por exemplo, temos um grande problema, ninguém sabe quem é o dono do buraco, pois a prefeitura fala que é da sabesp e esta fala que o buraco é da prefeitura, porém, a barraca de banana na feira no domingo fica sobre um buraco da rede de esgoto, cujo morador me pediu “Pelo amor de Deus, resolve isso pra mim!” Os feirantes rodeiam a gente e falam com razão de todos os problemas das nossas ruas, praças, limpeza e etc. Eu adoro ir à feira, fazer minhas pechinchas, conversar com as pessoas e comer um pastelzinho com caçulinha, mas a revolta das pessoas está cada dia maior e a presença do vereador, apesar da boa acolhida, ultimamente tem sido muito embaraçosa devido às mesmas queixas que nunca se resolvem, apesar dos nossos pedidos na tribuna.






Quem é o dono do buraco? Morador clama por resolução, essa

barraca da banana fica sobre o buraco da rede de esgoto da sabesp.



Em outros casos os feirantes, que pagam ISS, tem de improvisar, no jeitinho brasileiro, um calço para os cavaletes que sustentam as bancas, como na foto a seguir.






Do lado inferior esquerdo, reparem que existe uma pedra branca como calço.






Prestem atenção nesta foto. Uma hora antes de tirá-la, por volta das 8:40 da manhã de domingo, dia 16/05, uma senhora de 64 anos, que passava observando os preços dos alimentos, tropeçou no buraco, caiu e se machucou, causando ainda mais revolta nos moradores e feirantes. A profundidade desse buraco é um pouco acima do meu tornozelo, ou seja, aproximadamente 12 cm.



Essas duas fotos foram um pedido de policiais amigos meus e também de moradores da Vila Geni, indignados com o lixão que se transformou atrás da cadeia e, como podemos perceber, é um perfeito criadouro do mosquito da dengue devido aos pneus, o que pode levar a um sério problema de saúde tanto para os nossos munícipes, quanto para a nossa população carcerária.


Para finalizar, a rua da minha casa, Tenente Manoel Barbosa, no Bairro da Cruz. Assim como tantas outras do bairro e da cidade, estão em situação de calamidade. Ao virar da Avenida Peixoto de Castro, vários ciclistas já caíram nos buracos ou elevações do asfalto na rua. Você pode imaginar as pessoas me chamam até de lindo, entre outros elogios? Alguns ainda fazem piadas dizendo que, apesar de ser do partido verde, bem que eu poderia pedir para que tirassem a floresta do meio da rua.





Descida da Rua Tenente Manoel Barbosa no Bairro da Cruz, assim como outras ruas do bairro e da cidade estão sem condições de transitar. A mãe do vereador é elogiada constantemente.







Observem o tamanho da elevação do asfalto, mato tomando conta da calçada e da rua e no tamanho do pé de mamona no poste.



Buracos por todo o lado causando quedas, acidentes e até com riscos de transmissão de doenças, lixões a céu aberto com mau cheiro e criadouros de animais peçonhentos e favorecendo uma eminente epidemia de dengue, matagal sobre as calçadas e nas vias públicas, enfim, todos os vereadores tem pedidos constantes de limpeza e manutenção das ruas. Precisamos urgentemente fazer mutirões de limpeza e reparo em todos os bairros da cidade, pois não dá mais para ficarmos apenas no discurso, precisamos de ação urgente. Em outros bairros não citados nesta matéria também encontramos a mesma situação ou pior. Como enfermeiro aprendi que temos de priorizar as emergências e como cidadão falo que a emergência hoje na cidade é a limpeza e a manutenção das vias públicas, pois nossa população corre o risco de adquirir doenças e de integridade física como mostrado aqui e como vem ocorrendo com as quedas e acidentes e não agüentam mais implorar e reclamar e, como vereador, representante da nossa população, clamo para que o nosso prefeito aglutine todas as nossas forças, todos os nossos recursos humanos, materiais, esforços e parcerias como a sabesp, para realizarmos mutirões na cidade e depois manutenções constantes, pois tenho pedido isso na tribuna e não sou atendido e a opinião pública é unânime nessa questão. As imagens falam mais do que palavras, e o que falo e mostro aqui é o desejo de 85 mil pessoas que esperam uma cidade limpa e bonita novamente, através da atitude de todos nós, ou será que precisaremos de uma visita de João Buracão para resolver essa questão?